Leitura 1 de 4 · Em família

Juízes 15

1E aconteceu, depois de alguns dias, que na sega do trigo Sansão visitou a sua mulher com um cabrito, e disse: Entrarei na câmara a minha mulher. Porém o pai dela não o deixou entrar. 2Porque disse seu pai: Por certo dizia eu que de todo a aborrecias: de sorte que a dei ao teu companheiro: porém não é sua irmã mais nova, mais formosa do que ela? toma-a pois em seu lugar. 3Então Sansão disse acerca deles: Inocente sou esta vez para com os filisteus, quando lhes fizer algum mal. 4E foi Sansão, e tomou trezentas raposas: e, tomando tições, as virou cauda a cauda, e lhes pôs um tição no meio de cada duas caudas. 5E chegou fogo aos tições, e largou-as na seara dos filisteus: e assim abrasou os molhos com a sega do trigo, e as vinhas com os olivais. 6Então disseram os filisteus: Quem fez isto? E disseram: Sansão, o genro do Timnate, porque lhe tomou a sua mulher, e a deu a seu companheiro. Então subiram os filisteus, e queimaram a fogo a ela e a seu pai. 7Então lhes disse Sansão: Assim o haveis de fazer? pois havendo-me vingado eu de vós então cessarei. 8E feriu-os com grande ferimento, perna juntamente com coxa: e desceu, e habitou no cume da rocha de Etã. 9Então os filisteus subiram, e acamparam-se contra Judá, e estenderam-se por Leí, 10E disseram os homens de Judá: Por que subistes contra nós? E eles disseram: Subimos para amarrar a Sansão, para lhe fazer a ele como ele nos fez a nós. 11Então três mil homens de Judá desceram até à cova da rocha de Etã, e disseram a Sansão: Não sabias tu que os filisteus dominam sobre nós? por que pois nos fizeste isto? E ele lhes disse: Assim como eles me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles. 12E disseram-lhe: Descemos para te amarrar, para te entregar nas mãos dos filisteus. Então Sansão lhes disse: Jurai-me que vós mesmos me não acometereis. 13E eles lhe falaram, dizendo: Não, mas fortemente te amarraremos, e te entregaremos na sua mão; porém de maneira nenhuma te mataremos. E amarraram-no com duas cordas novas e fizeram-no subir da rocha. 14E, vindo ele a Leí, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando: porém o espírito do SENHOR possantemente se apossou dele, e as cordas que ele tinha nos braços se tornaram como fios de linho que se queimaram no fogo, e as suas amarraduras se desfizeram das suas mãos. 15E achou uma queixada fresca de um jumento, e estendeu a sua mão, e tomou-a, e feriu com ela mil homens, 16Então disse Sansão: Com uma queixada de jumento um montão, dois montões; com uma queixada de jumento feri a mil homens. 17E aconteceu que, acabando ele de falar, lançou a queixada da sua mão: e chamou àquele lugar Ramate-Leí. 18E como tivesse grande sede, clamou ao SENHOR, e disse: Pela mão do teu servo tu deste esta grande salvação: morrerei eu pois agora de sede, e cairei na mão destes incircuncisos? 19Então o Senhor fendeu a caverna que estava em Leí; e saiu dela água, e bebeu; e o seu espírito tornou, e reviveu: pelo que chamou o seu nome: A fonte do que clama, que está em Leí até ao dia de hoje. 20E julgou a Israel, nos dias dos filisteus, vinte anos.
Leitura 2 de 4 · Em família

Atos 19

1E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e, achando ali alguns discípulos, 2Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Antes nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. 3Disse-lhes então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. 4Porém Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. 5E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. 6E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam diversas línguas, e profetizavam. 7E estes eram, ao todo, quase doze varões. 8E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo acerca do reino de Deus. 9Mas, endurecendo-se alguns, e não obedecendo, e falando mal do caminho do Senhor perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano. 10E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia, ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos. 11E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. 12De tal maneira que até os lenços e aventais do seu corpo se levavam aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam. 13E alguns dos exorcistas judeus vagabundos tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuramos-vos por Jesus a quem Paulo prega. 14E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. 15Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; porém vós quem sois? 16E, saltando neles o homem em que estava o espírito maligno, e assenhoreando-se deles, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa. 17E foi isto notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido. 18E muitos dos que criam vinham, confessando e publicando os seus feitos. 19Também muitos dos que seguiam artes curiosas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos, e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinquenta mil peças de prata. 20Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia. 21E, cumpridas estas coisas, Paulo propôs-se, em espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, dizendo: Depois que houver estado ali, importa-me ver também Roma. 22E, enviando à Macedônia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia. 23Porém, naquele mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço acerca do caminho do Senhor. 24Porque um certo ourives da prata, por nome Demétrio, que fazia de prata nichos de Diana, dava não pouco lucro aos artífices, 25Aos quais, havendo-os ajuntado com os oficiais de obras semelhantes, disse: Varões, vós bem sabeis que deste ofício temos a nossa prosperidade: 26E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos. 27E não somente há o perigo de que isto venha a servir-nos de desprezo, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, e de que a sua majestade, a qual toda a Ásia e o mundo inteiro veneram, venha a ser destruída. 28E, ouvindo-o, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos efésios. 29E encheu-se de confusão toda a cidade; e unânimes arremeteram ao teatro, arrebatando consigo a Gaio e a Aristarco, macedônios, companheiros de Paulo na viagem. 30E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lho permitiram os discípulos. 31E também alguns dos principais da Ásia, que eram seus amigos, lhe enviaram, rogando que não se apresentasse no teatro. 32Uns pois clamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento era confuso; e os mais deles não sabiam por que causa se tinham ajuntado. 33Então tiraram Alexandre dentre a multidão, impelindo-o os judeus para diante; e Alexandre, acenando com a mão, queria dar razão disto ao povo. 34Porém, conhecendo que era judeu, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios. 35Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Varões efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter? 36De sorte que, não podendo isto ser contradito, convém que vos aplaqueis, e nada façais temerariamente; 37Porque estes homens que aqui trouxestes nem são sacrílegos nem blasfemam da vossa deusa: 38Porém, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma coisa contra alguém, dão-se audiências e há procônsules: que se acusem uns aos outros; 39E, se alguma outra coisa demandais, averiguar-se-á em legitimo ajuntamento. 40Porque corremos perigo de que, por hoje, sejamos acusados de sedição, não havendo causa alguma com que possamos justificar este concurso. 41E, tendo dito isto, despediu o ajuntamento.
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Jeremias 28

1E sucedeu no mesmo ano, no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, no ano quarto, no mês quinto, que me falou Hananias, filho de Azur, o profeta que era de Gibeom, na casa do SENHOR, perante os olhos dos sacerdotes e de todo o povo, dizendo: 2Assim fala o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Eu quebrei o jugo do rei de Babilônia. 3Depois de passados dois anos completos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os vasos da casa do SENHOR, que deste lugar tomou Nabucodonosor, rei de Babilônia, e os levou a Babilônia. 4Também a Jeconias, filho de Jeoiaquim, rei de Judá, e a todos os do cativeiro de Judá, que entraram em Babilônia, eu tornarei a trazer a este lugar, diz o SENHOR: porque quebrarei o jugo do rei de Babilônia. 5Então falou Jeremias, o profeta, a Hananias, o profeta, aos olhos dos sacerdotes, e aos olhos de todo o povo que estava na casa do SENHOR. 6Disse pois Jeremias, o profeta: Amém! assim faça o SENHOR: o SENHOR confirme as tuas palavras, com que profetizaste, que torne a trazer os vasos da casa do SENHOR, e todos os do cativeiro de Babilônia a este lugar. 7Porém ouve agora esta palavra, que eu falo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo: 8Os profetas que já houve antes de mim e antes de ti, desde a antiguidade, eles profetizaram contra muitas terras, e contra grandes reinos, acerca de guerra, e de mal, e de peste. 9O profeta que profetizar de paz, cumprindo-se a palavra daquele profeta, será conhecido o tal por aquele a quem o SENHOR na verdade enviou. 10Então Hananias, o profeta, tomou o jugo do pescoço do profeta Jeremias, e o quebrou. 11E falou Hananias aos olhos de todo o povo, dizendo: Assim diz o SENHOR: Assim quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei de Babilônia, depois de passados dois anos completos, de sobre o pescoço de todas as nações. E foi-se Jeremias, o profeta, seu caminho. 12Mas veio a palavra do SENHOR a Jeremias, depois que Hananias, o profeta, quebrou o jugo de sobre o pescoço de Jeremias, o profeta, dizendo: 13Vai, e fala a Hananias, dizendo: Assim diz o SENHOR: Jugos de madeira quebraste, mas em vez deles farás jugos de ferro. 14Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Jugo de ferro pus sobre o pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, rei de Babilônia, e servi-lo-ão, e até os animais do campo lhe dei. 15E disse Jeremias, o profeta, a Hananias, o profeta: Ouve agora, Hananias: Não te ouviu o SENHOR, porém tu fizeste a este povo confiar em mentiras. 16Pelo que assim diz o SENHOR: Eis que te lançarei de sobre a face da terra; este ano morrerás, porque falaste rebelião contra o SENHOR. 17E morreu Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês.
Leitura 4 de 4 · Pessoal

Marcos 14

1E dali a dois dias era a páscoa, e a festa dos pães asmos, e os principais dos sacerdotes e os escribas buscavam como o prenderiam com dolo, e o matariam. 2Mas eles diziam: Não na festa, para que porventura se não faça alvoroço entre o povo. 3E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. 4E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício de unguento? 5Porque podia isto vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela. 6Jesus, porém, disse: Deixai-a, para que a molestais? Ela fez-me uma obra boa. 7Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; porém a mim nem sempre me tendes. 8Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. 9Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória. 10E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar. 11E eles, ouvindo-o, folgaram, e prometeram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria a tempo oportuno. 12E, no primeiro dia dos pães asmos, quando sacrificavam a páscoa, disseram-lhe os discípulos: Aonde queres que vamos preparar-te o necessário para comer a páscoa? 13E enviou dois dos seus discípulos, e disse-lhes: Ide à cidade, e um homem, que leva um cântaro de água, vos encontrará; segui-o; 14E, onde quer que entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? 15E ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado e preparado; ali a preparai. 16E, saindo os seus discípulos, foram à cidade, e acharam como lhes tinha dito, e prepararam a páscoa. 17E, chegada a tarde, foi com os doze, 18E, quando estavam assentados à mesa, e comendo, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come, há de trair-me. 19E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: Porventura sou eu, Senhor? e outro: Porventura sou eu, Senhor? 20Porém ele, respondendo, disse-lhes: É um dos doze que mete comigo a mão no prato. 21Na verdade o Filho do homem vai, como dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! bom seria ao tal homem não haver nascido. 22E, comendo eles, tomou Jesus pão, e, abençoando-o, o partiu e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 23E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele. 24E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que por muitos é derramado. 25Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da vide, até àquele dia em que o beber novo no reino de Deus. 26E, tendo cantado o hino, saíram para o monte das Oliveiras. 27E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque escrito está: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão. 28Mas, depois que eu houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia. 29E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu. 30E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. 31Mas ele dizia cada vez mais: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos também. 32E foram a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, até que ore. 33E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se. 34E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até à morte: ficai aqui, e vigiai. 35E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. 36E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; porém não o que eu quero, mas o que tu queres. 37E, chegando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não podes vigiar uma hora? 38Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 39E, tornando a ir, orou, dizendo as mesmas palavras. 40E, tornando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam carregados, e não sabiam que responder-lhe. 41E voltou terceira vez, e disse-lhes: Dormi agora, e descansai. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. 42Levantai-vos, vamos; eis que está perto o que me trai. 43E logo, falando ele ainda, veio Judas, que era um dos doze, da parte dos principais dos sacerdotes, e dos escribas e dos anciãos, e com ele uma grande multidão com espadas e varapaus. 44Ora, o que o traía, tinha-lhes dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é; prendei-o, e levai-o com segurança. 45E, logo que chegou, aproximou-se dele, e disse-lhe: Rabi, Rabi. E beijou-o. 46E lançaram-lhe as mãos, e o prenderam. 47E um dos que ali estavam presentes, puxando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha. 48E, respondendo Jesus, disse-lhes: Saístes com espadas e varapaus a prender-me, como a um salteador? 49Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas assim se faz para que as Escrituras se cumpram. 50Então, deixando-o, todos fugiram. 51E um certo mancebo o seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. E os mancebos o prenderam; 52E ele, largando o lençol, fugiu nu dentre eles. 53E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se a ele todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas. 54E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os servidores, e aquentando-se ao lume. 55E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam. 56Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram conformes. 57E, levantando-se alguns, testificavam falsamente contra ele, dizendo: 58Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derribarei este templo, construído pelas mãos, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos. 59E nem assim o seu testemunho era conforme. 60E, levantando-se o sumo sacerdote no meio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti? 61Mas ele calou-se, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito? 62E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu. 63E o sumo sacerdote, rasgando os seus vestidos, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas? 64Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o condenaram como culpado de morte. 65E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas. 66E, estando Pedro em baixo, no átrio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote; 67E, vendo a Pedro, que se estava aquentando, olhou para ele, e disse: Tu também estavas com Jesus Nazareno. 68Mas ele negou-o, dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou. 69E a criada, vendo-o outra vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos tais. 70Mas ele o negou outra vez. E pouco depois os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente tu és um deles, porque és também galileu, e a tua fala é semelhante. 71E ele começou a imprecar, e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem de quem falais, 72E o galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás tu. E, retirando-se dali, chorou.

O plano McCheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.

Nunca fez culto em família? Veja como fazer em 15 minutos.

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