Mc'Cheyne
10 de Fevereiro
Leitura 1 de 4 · Em família

Gênesis 43

1A fome persistia de forma grave na terra. 2E aconteceu que, quando terminaram de consumir o que trouxeram do Egito, disse-lhes seu pai: Voltem e comprem-nos um pouco de mantimento. 3Mas Judá lhe respondeu: Este homem nos advertiu fortemente, dizendo: Não vereis a minha face se o vosso irmão não vier convosco. 4Se você resolver enviar nosso irmão conosco, desceremos e lhe compraremos mantimento; 5Mas, se tu não o enviares, não desceremos; pois aquele homem nos disse: Não me vereis o rosto, se o vosso irmão não vier convosco. 6E disse Israel: Por que me causaram esse mal, revelando àquele homem que vocês tinham um irmão a mais? 7Eles responderam: O homem nos questionou especificamente sobre nós e nossa família, perguntando: Vive ainda o vosso pai? Tendes outro irmão? E nós lhe respondemos conforme as suas palavras. Poderíamos nós saber que ele diria: Trazei o vosso irmão? 8Então Judá disse a Israel, seu pai: Envie o jovem comigo, e nos levantaremos e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem você, nem os nossos filhinhos. 9Eu serei o fiador por ele; da minha mão você o exigirá. Se eu não o trouxer e não o colocar diante de você, serei considerado culpado diante de você para sempre. 10E se não tivéssemos nos demorado, com certeza já teríamos retornado pela segunda vez. 11Então, Israel, seu pai, lhes respondeu: Se é tal, façam o seguinte: tomem do mais precioso desta terra em seus sacos e levem ao homem um presente: um pouco de bálsamo, um pouco de mel, arômatas, mirra, nozes de pistácia e amêndoas. 12Levem consigo o dobro do dinheiro e o que foi devolvido na boca dos seus sacos; talvez tenha sido um engano. 13Levem também seu irmão, levantem-se e retornem àquele homem. 14E que Deus Todo-Poderoso tenha misericórdia de vocês diante do homem, para que ele devolva o seu outro irmão e permita que Benjamim venha. Quanto a mim, se eu o perder, sem filhos estarei. 15Os homens levaram os presentes, o dinheiro em dobro e Benjamim. Então, levantaram-se, desceram ao Egito e se apresentaram perante José. 16Vendo, pois, José Benjamim com eles, disse ao despenseiro de sua casa: "Leva esses homens para casa, mata reses e prepara tudo, porque esses homens comerão comigo ao meio-dia." 17E o homem fez conforme a ordem de José e conduziu aqueles homens à casa de José. 18Então aqueles homens temeram, pois foram levados à casa de José, e diziam: "É por causa do dinheiro que foi devolvido em nossos sacos que nos trouxeram aqui, para nos acusar e nos escravizar tanto a nós quanto a nossos jumentos." 19Chegaram-se, portanto, ao mordomo da casa de José e lhe falaram à porta. 20Disseram: "Senhor, realmente viemos antes para adquirir mantimentos." 21Aconteceu que, ao chegarmos à estalagem e abrirmos os nossos sacos, eis que o dinheiro de cada homem estava na boca do seu saco, nosso dinheiro intacto; e o trouxemos de volta conosco. 22Também trouxemos mais dinheiro em nossas mãos para comprar mantimentos; não sabemos quem colocou o nosso dinheiro em nossos sacos de cereal. 23E ele disse: Paz seja convosco; não temais; o vosso Deus e o Deus de vosso pai vos deu um tesouro nos sacos de cereal; o vosso dinheiro chegou até mim. E trouxe-lhes Simeão para fora. 24E o homem levou aqueles homens à casa de José, onde lhes deu água, e lavaram os pés; também deu ração aos seus jumentos. 25E prepararam o presente para quando José chegasse ao meio-dia, pois ouviram que ali iriam comer. 26Ao chegar José em casa, trouxeram-lhe o presente que tinham em mãos; e prostraram-se diante dele até o chão. 27Ele os indagou sobre seu bem-estar e disse: "O vosso pai, o ancião de quem me falastes, vai bem? Ainda vive? 28Eles responderam: "O teu servo, nosso pai, ainda vive", e abaixaram a cabeça, prostrando-se. 29E ele levantou os olhos, viu Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse: É este o vosso irmão mais novo, de quem me falastes? E acrescentou: Deus te conceda graça, meu filho. 30José se apressou, pois suas emoções se agitaram no seu íntimo por causa de seu irmão, e procurou um lugar onde pudesse chorar; entrou na câmara e chorou ali. 31Depois, lavou o rosto, saiu e se conteve, dizendo: Sirvam a refeição. 32Colocaram-no separadamente, assim como a eles, e também os egípcios que comiam com ele; pois aos egípcios não era permitido comer pão com os hebreus, pois isso constitui uma abominação para os egípcios. 33E assentaram-se diante dele, o primogênito segundo a sua primogenitura e o mais novo segundo a sua menoridade; e os homens se maravilhavam uns com os outros. 34E apresentou-lhes as porções que estavam diante dele; porém, a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que a de todos os outros. E eles beberam e se deliciaram com ele.
Leitura 2 de 4 · Em família

Marcos 13

1Ao sair do templo, um dos seus discípulos disse-lhe: Mestre, que pedras e que edificações! 2Vês estas grandes edificações? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada. 3E, assentado ele no monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular: 4Diga-nos quando acontecerão essas coisas, e qual será o sinal quando todas elas estiverem prestes a se cumprir. 5E Jesus, respondendo, começou a dizer: Tomai cuidado para que ninguém vos engane. 6Muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou; e enganarão a muitos. 7Quando ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos alarméis; é necessário que assim aconteça; mas ainda não é o fim. 8Pois se levantarão nações contra nações, e reinos contra reinos; e haverá terremotos em diversos lugares, e também fomes e perturbações. Estas coisas são o princípio das dores. 9Mas fiquem alertas pois os entregarão aos sinédrios e às sinagogas; serão açoitados e serão levados à presença de governadores e reis, por minha causa, para lhes servir de testemunho. 10É necessário que o evangelho seja anunciado primeiro a todas as nações. 11Quando forem levados e entregues não fiquem preocupados com o que devem dizer; mas falem o que lhes for concedido naquela hora, pois não são vocês que falam, mas o Espírito Santo. 12O irmão entregará o irmão à morte, e o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra os progenitores e os matarão. 13E vocês serão odiados por todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo. 14Quando vocês virem a abominação da desolação que foi mencionada, situada onde não deve estar (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia, fujam para as montanhas. 15E quem estiver no telhado não desça para a casa, nem entre para retirar coisa alguma do seu lar; 16E quem estiver no campo não volte atrás para pegar a sua capa. 17Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 18Ore, portanto, para que a sua fuga não se dê no inverno. 19Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio da criação que Deus fez até agora, e nunca mais haverá. 20E, se o Senhor não tivesse abreviado aqueles dias, ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que Ele escolheu, abreviou tais dias. 21E, se alguém lhes disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo ali! não acreditem. 22Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos. 23Mas vocês permaneçam alertas; eu já lhes avisei sobre todas as coisas. 24Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol se escurecerá e a lua não dará a sua claridade. 25E as estrelas cairão do firmamento, e as forças que estão nos céus serão abaladas. 26E então verão o Filho do Homem chegar nas nuvens, com grande poder e glória. 27E então enviará os seus anjos e reunirá os seus escolhidos, dos quatro ventos da terra até os confins do céu. 28Aprendam, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, vocês sabem que o verão está próximo. 29Assim também vós: quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo, às portas. 30Em verdade vos digo que esta geração não passará sem que tudo isto aconteça. 31Passarão o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. 32Mas a respeito daquele dia e daquela hora, ninguém sabe; nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, exceto o Pai. 33Fiquem alertas, vigiem e orem, pois vocês não sabem quando será o momento. 34É como um homem que, ao se ausentar do país, deixou sua casa sob a responsabilidade dos servos, a cada um atribuindo sua tarefa, e ordenou ao porteiro que permanecesse vigilante. 35Portanto, estejam vigilantes, pois vocês não sabem a que hora virá o dono da casa: se à tarde, à meia-noite, ao cantar do galo, ou pela manhã. 36Para que, vindo de surpresa, não os ache dormindo. 37E o que eu digo a vocês, digo a todos: permaneçam vigilantes.
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Jó 9

1Então, Jó respondeu e disse: 2Na verdade, eu sei que assim é; porque, como pode o homem ser justo diante de Deus? 3Se alguém quiser discutir com Deus, não conseguirá responder a uma de mil coisas. 4Ele é sábio de coração e grande em poder. Quem se opôs a Ele e encontrou paz? 5Ele é quem remove as montanhas sem que o percebam e as transtorna na sua ira. 6Ele é quem desloca a terra de seu lugar, e suas colunas estremecem; 7Ele fala ao sol, e este não sai e sela as estrelas. 8Ele é quem estende os céus e caminha sobre as profundezas do mar; 9Ele fez a Ursa, o Órion e as recâmaras do Sul; o Sete-estrelo também. 10Ele realiza grandes feitos que não podemos compreender e maravilhas que são incontáveis. 11Eis que Ele passa diante de mim, e eu não o vejo; segue à minha frente, e eu não o percebo. 12Eis que ele arrebata a presa! Quem poderá impedi-lo? Quem lhe dirá: O que estás fazendo? 13Deus não afastará a sua ira; debaixo dele se encurvam os auxiliadores do Egito. 14Como, então, eu poderei responder a Ele? Ou escolher palavras para argumentar diante d'Ele? 15A quem, ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; antes, ao meu Juiz, pediria misericórdia. 16Ainda que eu o chamasse e ele me respondesse, nem por isso eu creria que ele estava ouvindo a minha voz. 17Porque me oprime com uma tempestade e multiplica as minhas feridas sem motivo. 18Nem me permite respirar; antes, me farta de amarguras. 19Quanto às forças, ele é o forte e, quanto ao juízo, quem me convocará para o tribunal? 20Se eu me justificar, minha própria boca me condenará; ainda que eu seja justo, ela me considerará culpado. 21Se sou justo, não valorizo minha vida, nem dou importância à minha existência. 22É assim; por isso, digo que ele destrói tanto o íntegro quanto o perverso. 23Pois, se qualquer flagelo mata subitamente, então ele se ri do desespero dos inocentes. 24A terra está nas mãos dos ímpios e Deus ainda oculta o rosto dos seus juízes; se não é Ele o responsável por isso, quem o seria? 25Meus dias são mais ágeis do que um corredor; escaparam e não viram a felicidade. 26Passam como embarcações de junco; como a águia que se lança sobre a presa. 27Se eu disser: "Esqueço minha queixa, deixo de lado meu semblante triste e me alegro novamente"; 28Temo todas as minhas dores pois sei que não me terás como inocente. 29Sendo eu ímpio por que deveria eu trabalhar em vão? 30Ainda que eu me lave com água de neve e purifique minhas mãos com produtos cáusticos, 31Ainda assim, me submergirás no lodo, e as minhas próprias vestes me causarão repugnância 32Porque Ele não é homem, como eu, para que eu Lhe responda, vindo juntamente a juízo. 33Não há entre nós um árbitro que possa interceder por nós. 34Afaste de mim a sua vara e não me intimide com o seu terror. 35Então, falarei sem temor, pois não sou assim.
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Romanos 13

1Toda pessoa deve estar sujeita às autoridades superiores; pois não há autoridade que não provém de Deus, e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. 2Portanto, quem se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus, e aqueles que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. 3Pois os governantes não são motivo de temor para quem pratica o bem, mas sim para quem faz o mal. Você quer, então, não temer a autoridade? Pratique o bem e receberá louvor dela. 4Porque ele é ministro de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, tema; pois não é sem motivo que traz a espada, pois é ministro de Deus, vingador para castigar quem pratica o mal. 5Portanto, é necessário que estejam sujeitos, não apenas por causa do temor do castigo, mas também por dever de consciência. 6Por esse motivo, também pagam tributos, pois são ministros de Deus que se dedicam constantemente a este serviço. 7Portanto, paguem a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. 8Não devem ficar devendo nada a ninguém, exceto o amor que têm uns pelos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. 9Porque isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo se resume nesta palavra: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 10O amor não faz o mal ao próximo; assim, o cumprimento da lei é o amor. 11E conhecendo o tempo, já é hora de despertarmos do sono, pois a nossa salvação está agora mais próxima de nós do que quando cremos. 12A noite já passou, e o dia está se aproximando. Portanto, abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. 13Vivamos dignamente, como se estivéssemos à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, nem em impudicícias ou dissoluções, nem em contendas e ciúmes. 14Mas revistam-se do Senhor Jesus Cristo e não façam planos para a carne a fim de satisfazer seus desejos.

O plano M'Cheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.

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Pessoais
Jó 9 · Romanos 13