Leitura 1 de 4 · Em família

2 Samuel 19

1E disseram a Joabe: Eis que o rei anda chorando, e lastima-se por Absalão. 2Então a vitória se tornou naquele mesmo dia em tristeza para todo o povo: porque aquele mesmo dia o povo ouvira dizer: Mui triste está o rei por causa de seu filho. 3E aquele mesmo dia o povo se escoou às furtadelas na cidade, como o povo de vergonhoso se escoa escondidamente quando fogem da peleja. 4Estava pois o rei com o rosto coberto; e o rei gritava a alta voz: Meu filho Absalão, Absalão meu filho, meu filho! 5Então entrou Joabe ao rei em casa, e disse: Hoje envergonhaste as caras de todos os teus servos, que livraram hoje a tua vida, e a vida de teus filhos, e de tuas filhas, e a vida de tuas mulheres, e a vida de tuas concubinas. 6Amando tu aos que te aborrecem, e aborrecendo aos que te amam: porque hoje dás a entender que nada valem para contigo capitães e servos; porque entendo hoje que se Absalão vivesse, e todos nós hoje fôssemos mortos, então bem te parecera aos teus olhos. 7Levanta-te pois agora; sai, e fala conforme ao coração de teus servos: porque pelo SENHOR te juro que, se não saíres, nem um só homem ficará contigo esta noite; e mais mal te será isto do que todo o mal que tem vindo sobre ti desde a tua mocidade até agora. 8Então o rei se levantou, e se assentou à porta: e fizeram saber a todo o povo, dizendo: Eis que o rei está assentado à porta. Então todo o povo veio apresentar-se diante do rei; porém Israel fugiu cada um para as suas tendas. 9E todo o povo, em todas as tribos de Israel, andava porfiando entre si, dizendo: O rei nos tirou das mãos de nossos inimigos, e ele nos livrou das mãos dos filisteus; e agora fugiu da terra por causa de Absalão. 10E Absalão, a quem ungimos sobre nós, já morreu na peleja: agora, pois, por que vos calais, e não fazeis voltar o rei? 11Então o rei Davi enviou a Zadoque e a Abiatar, sacerdotes, dizendo: Falai aos anciãos de Judá, dizendo: Por que seríeis vós os últimos em tornar a trazer o rei para a sua casa? (porque as palavras de todo o Israel chegaram ao rei, até à sua casa.) 12Vós sois meus irmãos, meus ossos e minha carne sois vós: por que pois seríeis os últimos em tornar a trazer o rei? 13E a Amasa direis: Porventura não és tu meu osso e minha carne? assim me faça Deus, e outro tanto, se não fores chefe do arraial diante de mim para sempre, em lugar de Joabe. 14Assim moveu o coração de todos os homens de Judá, como o de um só homem: e enviaram ao rei, dizendo: Volta tu com todos os teus servos. 15Então o rei voltou, e chegou até ao Jordão; e Judá veio a Gilgal, para ir encontrar-se com o rei, à outra banda do Jordão. 16E apressou-se Simei, filho de Gera, filho de Jemini, que era de Baurim: e desceu com os homens de Judá a encontrar-se com o rei Davi, 17E com ele mil varões de Benjamim, como também Ziba, servo da casa de Saul, e seus quinze filhos, e seus vinte servos com ele: e prontamente passaram o Jordão adiante do rei. 18E, passando a barca, para fazer passar a casa do rei e para trazer o que bem parecesse aos seus olhos, então Simei, filho de Gera, se prostrou diante do rei, passando ele o Jordão. 19E disse ao rei: Não me impute meu senhor a minha culpa, e não te lembres do que tão perversamente fez teu servo, no dia em que o rei meu senhor saiu de Jerusalém, para o rei conservá-lo no coração. 20Porque teu servo deveras confessa que eu pequei: porém eis que eu sou o primeiro que de toda a casa de José desci a encontrar-me com o rei meu senhor. 21Então respondeu Abisai, filho de Zeruia, e disse: Não morreria pois Simei por isto, havendo amaldiçoado ao ungido do SENHOR? 22Porém Davi disse: Que tenho eu convosco, filhos de Zeruia, para que hoje me sejais adversários? morreria alguém hoje em Israel? porque porventura não sei que hoje fui feito rei sobre Israel? 23E disse o rei a Simei: Não morrerás. E o rei lho jurou. 24Também Mefibosete, filho de Saul, desceu a encontrar-se com o rei, e não tinha lavado os pés, nem tinha feito a barba, nem tinha lavado os seus vestidos desde o dia em que o rei tinha saído até ao dia em que voltou em paz. 25E sucedeu que, vindo ele a Jerusalém a encontrar-se com o rei, disse-lhe o rei: Por que não foste comigo, Mefibosete? 26E disse ele: Ó rei meu senhor, o meu servo me enganou; porque o teu servo dizia: Albardarei um jumento, e nele montarei, e irei com o rei; pois o teu servo é coxo. 27De mais disto, falsamente acusou a teu servo diante do rei meu senhor; porém o rei meu senhor é como um anjo de Deus; faze pois o que parecer bem aos teus olhos. 28Porque toda a casa de meu pai não era senão de homens dignos de morte diante do rei meu senhor; e contudo puseste a teu servo entre os que comem à tua mesa: e que mais direito tenho eu de clamar ao rei? 29E disse-lhe o rei: Por que ainda mais falas de teus negócios? já disse eu: Tu e Ziba reparti as terras. 30E disse Mefibosete ao rei; Tome ele também tudo: pois já veio o rei meu senhor em paz à sua casa. 31Também Barzilai, o gileadita, desceu de Rogelim, e passou com o rei o Jordão, para o acompanhar à outra banda do Jordão. 32E era Barzilai mui velho, da idade de oitenta anos; e ele tinha sustentado o rei, quando tinha a sua morada em Maanaim, porque era homem mui grande. 33E disse o rei a Barzilai: Passa tu comigo, e sustentar-te-ei comigo em Jerusalém. 34Porém Barzilai disse ao rei: Quantos serão os dias dos anos da minha vida, para que suba com o rei a Jerusalém? 35Da idade de oitenta anos sou eu hoje; poderia eu discernir entre bom e mau? poderia o teu servo ter gosto no que comer e beber? Poderia eu mais ouvir a voz dos cantores e cantoras? E por que será o teu servo ainda pesado ao rei meu senhor? 36Com o rei passará teu servo ainda um pouco mais além do Jordão: e por que me recompensará o rei com tal recompensa? 37Deixa voltar o teu servo, e morrerei na minha cidade, junto à sepultura de meu pai e de minha mãe: mas eis aí está o teu servo Quimã, o qual passe com o rei meu senhor, e faze-lhe o que bem parecer aos teus olhos. 38Então disse o rei: Quimã passará comigo, e eu lhe farei como bem parecer aos teus olhos, e tudo quanto me pedires te farei. 39Havendo pois todo o povo passado o Jordão, e passando também o rei, beijou o rei a Barzilai, e o abençoou: e ele voltou para o seu lugar. 40E dali passou o rei a Gilgal, e Quimã passou com ele: e todo o povo de Judá conduziu o rei, como também a metade do povo de Israel. 41E eis que todos os homens de Israel vieram ao rei, e disseram ao rei: Por que te furtaram nossos irmãos, os homens de Judá, e conduziram o rei e a sua casa dalém do Jordão, e todos os homens de Davi com eles? 42Então responderam todos os homens de Judá aos homens de Israel: Porquanto o rei é nosso parente; e por que vos irais por isso? Porventura comemos às costas do rei, ou nos apresentou algum presente? 43E responderam os homens de Israel aos homens de Judá, e disseram: Dez partes temos no rei, e até em Davi mais temos nós do que vós; por que pois não fizestes conta de nós, para que a nossa palavra não fosse a primeira, para tornar a trazer o nosso rei? Porém a palavra dos homens de Judá foi mais forte do que a palavra dos homens de Israel.
Leitura 2 de 4 · Em família

2 Coríntios 12

1Em verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor. 2Conheço um homem em Cristo que há quatorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei: Deus o sabe) foi arrebatado até ao terceiro céu. 3E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) 4Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, de que ao homem não é lícito falar. 5De um tal me gloriarei eu, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas. 6Porque, se quiser gloriar-me, não serei néscio, porque direi a verdade; porém deixo isto, para que ninguém cuide de mim mais do que em mim vê ou de mim ouve. 7E para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, para que me não exalte. 8À cerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. 9E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. 10Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte. 11Fui néscio em gloriar-me; vós me constrangestes, porque eu devia ser louvado por vós, visto que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos; ainda que nada sou. 12Os sinais do meu apostolado foram efetuados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas. 13Porque, em que tendes vós sido inferiores às outras igrejas, a não ser que eu mesmo vos não fui pesado? Perdoai-me este agravo. 14Eis aqui estou pronto para terceira vez ir ter convosco, e não vos serei pesado, pois que não busco o que é vosso, mas sim a vós; porque não devem os filhos entesourar para seus pais, mas os pais para os filhos. 15E eu de muito boamente gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado. 16Porém seja assim; eu não vos fui pesado, mas, sendo astuto, vos tomei com dolo. 17Porventura aproveitei-me de vós por algum daqueles que vos enviei? 18Roguei a Tito, e enviei com ele um irmão. Porventura Tito se aproveitou de vós? Não andamos porventura no mesmo espírito, sobre as mesmas pisadas? 19Cuidais que ainda nos desculpamos convosco? Falamos em Cristo perante Deus, e tudo isto, ó amados, para vossa edificação. 20Porque temo que, quando chegar, vos não ache tais quais eu quisera, e eu seja achado de vós tal qual vós não quiséreis: que de alguma maneira não haja pendências, invejas, iras, porfias, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos, 21Para que, quando for outra vez, o meu Deus me não humilhe para convosco, e eu não chore por muitos daqueles que dantes pecaram, e não se arrependeram da imundícia, e fornicação, e desonestidade que cometeram.
Leitura 3 de 4 · Pessoal

Ezequiel 26

1E sucedeu no undécimo ano, ao primeiro do mês, que veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 2Filho do homem, porquanto Tiro disse no tocante a Jerusalém: Ah! ah! já está quebrada a porta dos povos; já se virou para mim; eu me encherei, agora que ela está assolada: 3Portanto assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações, como se o mar fizesse subir as suas ondas, 4Que destruirão os muros de Tiro, e derribarão as suas torres; e eu lhe varrerei o seu pó dela, e dela farei uma penha descalvada. 5No meio do mar virá a ser um enxugadouro das redes; porque já eu o falei, diz o Senhor Jeová; e servirá de despojo para as nações. 6E suas filhas, que estiverem no campo, serão mortas à espada; e saberão que eu sou o SENHOR. 7Porque assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu trarei contra Tiro a Nabucodonosor, rei de Babilônia, desde o norte, o rei dos reis, com cavalos, e com carros, e com cavaleiros, e companhias, e muito povo. 8As tuas filhas no campo ele as matará à espada, e fará um baluarte contra ti, e fundará uma tranqueira contra ti, e levantará rodelas contra ti. 9E porá trabucos em frente de ti contra os teus muros, e derribará as tuas torres com os seus machados. 10Com a multidão de seus cavalos te cobrirá o seu pó: os teus muros tremerão com o estrondo dos cavaleiros, e das rodas, e dos carros, quando ele entrar pelas tuas portas, como pelas entradas de uma cidade em que se fez brecha. 11Com as unhas dos seus cavalos pisará todas as tuas ruas: ao teu povo matará à espada, e as colunas da tua fortaleza derribar-se-ão em terra. 12E roubarão as tuas riquezas, e saquearão as tuas mercadorias, e derribarão os teus muros, e arrasarão as tuas casas preciosas; e as tuas pedras, e as tuas madeiras, e o teu pó, lançarão no meio das águas. 13E farei cessar o arruído das tuas cantigas, e o som das tuas harpas não se ouvirá mais. 14E farei de ti uma penha descalvada; virás a ser um enxugadouro das redes, nunca mais serás edificada; porque eu, o SENHOR, o falei, diz o Senhor Jeová. 15Assim diz o Senhor Jeová a Tiro: Porventura não tremerão as ilhas com o estrondo da tua queda, quando gemerem os traspassados, quando se fizer uma espantosa matança no meio de ti? 16E todos os príncipes do mar descerão dos seus tronos, e tirarão de si os seus mantos, e despirão os seus vestidos bordados: de tremores se vestirão, sobre a terra se assentarão, e estremecerão a cada momento; e em ti pasmarão. 17E levantarão uma lamentação sobre ti, e te dirão: Como pereceste do mar, ó bem povoada e afamada cidade, que foste forte no mar; ela e os seus moradores, que atemorizaram a todos os moradores dela! 18Agora estremecerão as ilhas no dia da tua saída, e as ilhas, que estão no mar, turbar-se-ão da sua saída. 19Porque assim diz o Senhor Jeová: Quando eu te tiver feito uma cidade assolada, como as cidades que se não habitam, quando fizer sobre ti um abismo, e as muitas águas te cobrirem, 20Então te farei descer com os que descem à cova, ao povo antigo, e te deitarei nas mais baixas partes da terra, em lugares desertos antigos, com os que descem à cova, para que não sejas habitada; e estabelecerei a glória na terra dos viventes. 21Mas por grande espanto te porei a ti, e não serás mais; e quando te buscarem então nunca mais serás achada para sempre, diz o Senhor Jeová.
Leitura 4 de 4 · Pessoal

Salmo 74

1Ó Deus, por que nos rejeitaste para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto? 2Lembra-te da tua congregação que compraste desde a antiguidade, da vara da tua herança que remiste, este monte de Sião, em que habitaste. 3Levanta os teus pés para as perpétuas assolações, para tudo o que o inimigo tem feito de mal no santuário. 4Os teus inimigos bramam no meio das tuas sinagogas; põem nelas as suas insígnias por sinais. 5Cada qual se fez afamado, conforme levantara o machado contra a espessura do arvoredo. 6Mas agora toda a obra entalhada por uma vez quebram com machados e martelos. 7Lançaram fogo no teu santuário; profanaram, derribando-a até ao chão, a morada do teu nome. 8Disseram nos seus corações: Despojemo-los de uma vez. Queimaram todas as sinagogas de Deus na terra. 9Já não vemos os nossos sinais, já não há profeta: nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará. 10Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o teu nome para sempre? 11Por que retiras a tua mão, a saber, a tua destra? tira-a de dentro do teu seio, e consome-os. 12Todavia Deus é o meu Rei desde a antiguidade, obrando a salvação no meio da terra. 13Tu dividiste o mar pela tua força; quebrantaste as cabeças dos dragões nas águas. 14Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto. 15Fendeste a fonte e o ribeiro: secaste os rios impetuosos. 16Teu é o dia e tua é a noite: preparaste a luz e o sol. 17Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno tu os formaste. 18Lembra-te disto: que o inimigo afrontou ao SENHOR, e que um povo louco blasfemou o teu nome. 19Não entregues às feras a alma da tua rola: não te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos. 20Atende ao teu concerto; pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade. 21Oh, não volte envergonhado o oprimido: louvem o teu nome o aflito e o necessitado. 22Levanta-te, ó Deus, pleiteia a sua própria causa; lembra-te da afronta que o louco te faz cada dia. 23Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos: o tumulto daqueles que se levantam contra ti aumenta continuamente.

O plano McCheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.

Nunca fez culto em família? Veja como fazer em 15 minutos.

Em família
2 Samuel 19 · 2 Coríntios 12
Pessoais
Ezequiel 26 · Salmo 74