Mc'Cheyne
27 de Fevereiro
Leitura 1 de 4 · Em família

Êxodo 10

1Depois, o Senhor disse a Moisés: Vá até Faraó, porque eu endureci o coração dele e de seus oficiais, para que eu realize esses meus sinais no meio deles. 2E para que você conte aos seus filhos e aos filhos de seus filhos como zombei dos egípcios e os prodígios que realizei no meio deles, para que saibam que eu sou o Senhor. 3Então Moisés e Arão se apresentaram diante do Faraó e lhe disseram: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Até quando você continuará a se recusar a se humilhar diante de mim? Deixe ir o meu povo, para que me sirva. 4Porque, se ainda você se recusar a deixar meu povo ir, amanhã trarei gafanhotos sobre a sua terra. 5E cobrirão a superfície da terra de tal maneira que nada se poderá ver; e eles comerão o que restou da saraiva e também comerão toda árvore que cresce no campo. 6E encherão as suas casas, as casas de todos os seus oficiais e as casas de todos os egípcios, coisas que nunca viram seus pais, nem os pais de seus pais, desde o dia em que estiveram na terra até hoje. E Moisés virou-se e saiu da presença de Faraó. 7E os oficiais de Faraó lhe disseram: Até quando este será uma armadilha para nós? Deixe ir os homens, para que sirvam ao Senhor seu Deus. Você ainda não percebe que o Egito está em ruínas. 8Então, Moisés e Arão foram levados à presença de Faraó, e ele lhes disse: Vão, sirvam ao SENHOR, seu Deus; mas quem são os que irão? 9Moisés respondeu: Iremos com nossos jovens e com nossos velhos, com nossos filhos e com nossas filhas, com nossos rebanhos e com nossos gados; iremos, pois temos de celebrar uma festa ao Senhor. 10Então ele lhes respondeu: Seja o Senhor convosco, se eu realmente os deixar ir a vocês e a seus filhos. Vejam, pois, que têm más intenções. 11Não será assim; vão somente vocês, homens, e sirvam ao Senhor, pois isso é o que pediram. E foram expulsos da presença de Faraó. 12Então, o Senhor disse a Moisés: Estende a mão sobre a terra do Egito, para que venham os gafanhotos e devorem toda a erva da terra, tudo o que restou da saraiva. 13Moisés, então, estendeu sua vara sobre a terra do Egito, e o Senhor fez soprar sobre a terra um vento oriental durante todo aquele dia e toda aquela noite; ao amanhecer, o vento oriental havia trazido os gafanhotos. 14E os gafanhotos subiram por toda a terra do Egito e pousaram em todo o seu território; eram tão numerosos que, antes deles, nunca houve gafanhotos assim, nem depois deles aparecerão outros iguais. 15Porque cobriram a superfície de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; devoraram toda a erva da terra e todo o fruto das árvores que deixara a chuva de pedras; e não restou nada verde nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito. 16Então, Faraó apressou-se em chamar Moisés e Arão e lhes disse: Pequei contra o Senhor, vosso Deus, e contra vocês. 17Agora, pois, peço que me perdoem o meu pecado apenas desta vez e que orem ao Senhor, seu Deus, para que afaste de mim esta morte. 18E, tendo saído da presença de Faraó, Moisés orou ao Senhor. 19Então, o Senhor fez soprar um vento forte do ocidente, que levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; nem sequer um gafanhoto permaneceu em todo o território do Egito. 20O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não permitiu que os filhos de Israel partissem. 21Então o Senhor disse a Moisés: Estende a mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se podem tocar. 22Moisés estendeu a mão para o céu, e houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias. 23Não se viam uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitações. 24Então, Faraó chamou Moisés e disse: Ide, servi ao Senhor; permaneçam somente os vossos rebanhos e o vosso gado; as vossas crianças também irão convosco. 25Moisés, porém, respondeu: "Você também nos dará em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, para que possamos oferecê-los ao SENHOR, nosso Deus." 26E também nosso gado irá conosco; nem uma unha ficará para trás, pois dele precisamos para servir ao Senhor, nosso Deus, e não sabemos com o que O serviremos até que cheguemos lá. 27Então o Senhor endureceu o coração de Faraó, e ele não quis liberá-los. 28E o Faraó disse a Moisés: Retira-te de mim, cuida para não mais ver o meu rosto; pois no dia em que vires o meu rosto, morrerás. 29Moisés respondeu: Você falou corretamente; nunca mais verei o seu rosto.
Leitura 2 de 4 · Em família

Lucas 13

1Naquela mesma ocasião, estavam presentes alguns que falavam a Jesus sobre os galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que eles realizavam. 2E, respondendo Jesus, disse-lhes: Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido dessa maneira? 3Não, eu lhes afirmo; antes, se não se arrependerem, todos igualmente perecerão. 4Ou acham que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados do que todos os demais habitantes de Jerusalém? 5Não, eu lhes afirmo; porém, se vocês não se arrependerem, todos de igual modo perecerão. 6E proferiu esta parábola: Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha e, ao procurar fruto nela, não encontrou. 7E disse ao vinhateiro: Há três anos venho procurando fruto nesta figueira e não o encontro; corte-a; por que ocupa a terra de maneira inútil? 8Senhor, permita que a mantenha ainda este ano, até que eu cave ao redor dela e a adube com estrume. 9E, se vier a dar fruto, será bom; mas, se não der, você pode mandá-la cortar. 10E ensinava Jesus no sábado em uma das sinagogas. 11E estava ali uma mulher possuída por um espírito de enfermidade, há dezoito anos; ela andava encurvada e não conseguia, de modo algum, endireitar-se. 12E, ao vê-la, Jesus a chamou e disse: Mulher, você está livre da sua doença; 13E, impondo-lhe as mãos, imediatamente se endireitou e glorificou a Deus. 14E, tomando a palavra o chefe da sinagoga, indignado ao ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: "Seis dias há em que se deve trabalhar; nestes, portanto, venham para serem curados e não no sábado." 15Respondeu-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas! Cada um de vocês, no sábado, não desprende o seu boi ou o seu jumento da manjedoura para levá-lo a beber? 16E, portanto, não era justo libertar no dia de sábado esta filha de Abraão, que há dezoito anos estava aprisionada por Satanás? 17E, ao pronunciar essas palavras, todos os seus adversários se envergonharam. Entretanto, o povo se alegrava por todos os gloriosos feitos que Jesus realizava. 18E dizia: A que é semelhante o reino de Deus e a que o compararei? 19É semelhante ao grão de mostarda que um homem plantou em sua horta; cresceu e fez-se uma árvore; e as aves do céu aninharam-se em seus ramos. 20E disse ainda: A que posso comparar o Reino de Deus? 21É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado. 22Percorria cidades e aldeias, ensinando e progredindo em direção a Jerusalém. 23E alguém lhe perguntou: Senhor, são poucos os que alcançam a salvação? 24Esforcem-se para entrar pela porta estreita, pois eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não poderão. 25Quando o pai de família se levantar e fechar a porta, e vocês começarem a bater do lado de fora, dizendo: Senhor, abra-nos! Ele responderá: Não sei de onde vocês são. 26Então, começarão a dizer: Comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas. 27E ele dirá: Não sei donde vós sois; afastai-vos de mim, todos vós que praticais a iniquidade. 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, mas vós serdes lançados fora. 29E virão do leste, do oeste, do norte e do sul, e ocuparão lugares à mesa no reino de Deus. 30Eis que há aqueles que são os últimos e que virão a ser os primeiros, e há os primeiros que serão os últimos. 31Naquela mesma hora, alguns fariseus se aproximaram dele e disseram: "Retira-te e vai-te daqui, pois Herodes quer te matar. 32E lhes disse: Vão e digam àquela raposa que, hoje e amanhã, expulso demônios e curo enfermos e no terceiro dia serei consumado. 33É necessário, todavia, que eu siga meu caminho hoje, amanhã e depois, pois não é apropriado que um profeta morra fora de Jerusalém. 34Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os seus filhotes debaixo das suas asas, e tu não o quiseste? 35Eis que a vossa casa vos ficará deserta. E, em verdade, vos digo que não mais me vereis até que venha o tempo em que direis: Bendito aquele que vem em nome do Senhor!
Leitura 3 de 4 · Pessoal

Jó 28

1Na verdade, há uma mina de onde se extrai a prata, e um local onde se refina o ouro. 2O ferro é extraído da terra, e da pedra se funde o cobre. 3Ele põe fim às trevas e esquadrinha todos os limites; busca as pedras ocultas nas trevas e na sombra da morte. 4O ribeiro transborda perto da habitação, de maneira que não se pode passar a pé; então o homem é esquecido, e as águas se secam. 5Da terra vem o pão, mas debaixo dela é revolvido como se fosse pelo fogo. 6As suas pedras abrigam safira, e há pó que contém ouro. 7Caminho que a ave de rapina ignora e que jamais foi visto pelos olhos do falcão. 8Nenhum animal feroz o pisou, nem o leãozinho passou por ele. 9Ele estendeu a mão contra a rocha e revolveu os montes desde suas raízes. 10Ele fende as pedras e faz brotar rios; seus olhos percebem toda a riqueza. 11Ele sela os veios dos rios, e nenhuma gota sai deles, e traz à luz o que estava oculto. 12Mas onde se encontrará a sabedoria? E onde está o lugar do entendimento? 13O homem não conhece seu valor e não o vê na terra dos viventes. 14O abismo diz: "Ela não está em mim"; e o mar afirma: "Não está comigo." 15Não se pode adquirir a sabedoria com ouro fino, nem se pesa prata em compensação dela. 16Não se pode avaliar o seu valor nem pelo ouro fino de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira. 17Nem o ouro nem o cristal se igualam a ela; não se pode trocá-la por joias de ouro puro. 18Não se menciona mais o coral e o cristal; a aquisição da sabedoria é mais valiosa do que a dos rubis. 19O topázio da Etiópia não se iguala a ela, nem pode ser avaliado por ouro puro. 20De onde, pois, vem a sabedoria, e onde se encontra o lugar da inteligência? 21Porque está oculta aos olhos de todo vivente e encoberta às aves do céu. 22A destruição e o abismo dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama. 23Deus compreende o seu caminho, e é Ele quem conhece o seu lugar. 24Porque Ele perscruta até os confins da terra e observa tudo o que se passa debaixo dos céus. 25Ele determina o peso do vento e estabelece a medida das águas. 26Definindo as leis para a chuva e o caminho dos relâmpagos e trovões 27Então, Ele a viu, a manifestou, a estabeleceu e também a esquadrinhou. 28Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o afastar-se do mal é o entendimento.
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1 Coríntios 14

1Siga o amor e busque com zelo os dons espirituais, principalmente o de profetizar. 2Pois quem fala em língua estranha não se dirige a homens, mas a Deus, pois ninguém o compreende, e em espírito fala mistérios. 3Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando. 4Aquele que fala em línguas estranhas edifica a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. 5E eu desejo que todos vocês falem em línguas estranhas, mas a fim de que profetizem ainda mais, pois quem profetiza é superior ao que fala em línguas, exceto se também interpretar, para que a igreja seja edificada. 6Agora, irmãos, se eu for até vocês falando em línguas estranhas, de que vos aproveitarei, se não vos falar por meio de revelação, ou ciência, ou profecia, ou ensino? 7Da mesma forma se instrumentos inanimados, como a flauta ou a cítara, não produzirem sons claros, como poderemos discernir o que está sendo tocado? 8Porque, se a trombeta tocar um som incerto, quem se preparará para a batalha? 9Assim também vós, se, com a língua, não disserdes palavras compreensíveis, como será entendido o que dizeis? Estareis como que falando ao ar. 10Existem, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhuma delas, contudo, é sem sentido. 11Mas, se eu não entender o significado da voz, serei estrangeiro para quem fala; e quem fala será estrangeiro para mim. 12Assim também vocês, uma vez que aspiram aos dons espirituais, busquem progredir para a edificação da igreja. 13Por isso, quem fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar. 14Porque, se eu orar em uma língua estranha, meu espírito ora de fato, mas minha mente fica infrutífera. 15Que farei, então? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente. 16De outra forma, se tu bendizeres em espírito, como poderá o iletrado dizer "Amém" à tua ação de graças, visto que não entende o que dizes? 17Porque de fato você dá bem as graças, mas o outro não é edificado 18Dou graças ao meu Deus, porque falo em línguas diferentes mais do que todos vocês. 19Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, a falar a fim de instruir os outros, do que dez mil palavras em uma língua estranha. 20Irmãos, não sejais crianças no entendimento; sede, em relação à malícia, como crianças; mas, no que diz respeito ao juízo, sede homens amadurecidos. 21Está escrito na lei: Por meio de homens de outras línguas e pelos lábios de outros povos falarei a este povo; mesmo assim, não me ouvirão, diz o Senhor. 22Assim, as línguas estranhas são um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; a profecia, por outro lado, não é para os incrédulos, mas para os que creem. 23Se, portanto, toda a igreja se reunir em um só lugar e todos se puserem a falar em línguas estranhas, se entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, por acaso, que vocês estão loucos? 24Mas, se todos profetizarem e algum incrédulo ou indouto entrar, ele será convencido por todos e julgado por todos. 25Dessa forma, os segredos do coração dele serão manifestos e, prostrando-se com o rosto em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está verdadeiramente no meio de vós. 26Que fareis, irmãos? Quando vos reunirdes, um traz um salmo, outro, uma doutrina, este traz uma revelação, aquele, uma língua estranha, e ainda outro, uma interpretação. Que tudo seja feito para edificação. 27Se alguém falar em língua estranha, que sejam no máximo dois ou três, e que haja quem interprete. 28Mas, se não houver intérprete, permaneça em silêncio na igreja, conversando consigo mesmo e com Deus. 29E que falem dois ou três profetas e que os demais julguem. 30Se, porém, for revelada a alguém que esteja assentado, que o primeiro se cale. 31Porque todos podem profetizar, um após o outro, para que todos aprendam e sejam confortados. 32E os espíritos dos profetas estão subordinados aos próprios profetas. 33Porque Deus não é Deus de confusão, mas de paz, assim como em todas as igrejas dos santos. 34As mulheres devem conservar-se caladas nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; mas devem estar submissas assim como a lei o determina. 35Caso queiram aprender algo perguntem em casa, a seus próprios maridos; pois é desonroso que as mulheres falem na igreja. 36Acaso a palavra de Deus se originou entre vocês ou será que ela veio somente para vocês? 37Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça que o que vos escrevo é mandamento do Senhor. 38Se alguém, porém, o ignora, que o ignore. 39Portanto, irmãos, busquem com zelo o dom de profecia e não impeçam o falar em línguas. 40Que tudo seja realizado com decência e ordem.

O plano M'Cheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.

Em família
Êxodo 10 · Lucas 13
Pessoais
Jó 28 · 1 Coríntios 14