Mc'Cheyne
4 de Fevereiro
Leitura 1 de 4 · Em família

Gênesis 37

1E Jacó habitou na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. 2Estas são as gerações de Jacó. José, com dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos e estava juntamente com os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia ao seu pai más notícias a respeito deles. 3E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, pois era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. 4Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais do que a todos os demais filhos, o odiaram e já não podiam falar com ele pacificamente. 5José teve também um sonho e o compartilhou com seus irmãos; por isso, eles o odiavam ainda mais. 6Disse a eles: Por favor, prestem atenção a este sonho que tive. 7Estávamos atando feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; os seus feixes o cercavam e se inclinavam diante do meu. 8Então, lhe disseram seus irmãos: "Você realmente reinará sobre nós? E sobre nós governará de fato?" E por isso o odiavam ainda mais, por causa de seus sonhos e de suas palavras. 9E teve ainda outro sonho e o relatou a seus irmãos, dizendo: Vejam, sonhei também um sonho; eis que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. 10E, ao relatar isso a seu pai e a seus irmãos, seu pai o repreendeu e disse: Que sonho é esse que você teve? Será que eu, sua mãe e seus irmãos vamos nos prostrar diante de você até o chão? 11Seus irmãos, portanto, o invejavam, mas seu pai ponderava a respeito disso em seu coração. 12E, enquanto os irmãos apascentavam o rebanho de seu pai, nas proximidades de Siquém, 13Disse, então, Israel a José: Seus irmãos não estão cuidando do rebanho em Siquém? Venha, enviarei você a eles. Ele respondeu: Aqui estou. 14E Israel lhe disse: Vá e veja se seus irmãos e o rebanho estão bem e traga-me notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele partiu para Siquém. 15E um homem o encontrou vagando pelo campo e lhe perguntou: "O que você procura? 16Ele respondeu: Estou em busca de meus irmãos; por favor, diga-me onde apascentam o rebanho. 17E disse o homem: Eles já se foram; ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. Então, José seguiu atrás dos irmãos e os achou em Dotã. 18E o avistaram de longe e, antes que chegasse até eles, conspiraram contra ele para matá-lo 19Disseram uns aos outros: Vejam, lá vem o tal sonhador! 20Venham, pois agora, matemo-lo e lancemo-lo em uma dessas cisternas; e diremos: Uma besta selvagem o comeu; e então veremos o que será de seus sonhos. 21Mas, ao ouvir isso, Rúben o livrou das mãos deles e disse: Não tiremos a vida dele. 22Também disse Rúben: Não derramem sangue; coloquem-no nesta cisterna que está no deserto e não o toquem; isso ele disse para livrá-lo da mão deles e devolvê-lo a seu pai. 23E aconteceu que, ao chegar José perto de seus irmãos, eles despiram-no da túnica talar de mangas compridas que ele usava. 24E pegaram-no e o lançaram na cisterna, que estava vazia; não havia água nela. 25E, depois, sentaram-se a comer pão; e, levantando os olhos, viram uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade. Seus camelos traziam aromas, bálsamo e mirra, que iam levar ao Egito. 26Judá disse aos seus irmãos: Que proveito teremos em matar nosso irmão e esconder seu sangue? 27Vendamo-lo aos ismaelitas e não ponhamos a mão sobre ele, pois ele é nosso irmão e nossa carne. E seus irmãos concordaram. 28Então, os mercadores midianitas passaram e alçaram José da cisterna e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas, que o levaram ao Egito. 29Quando Rúben voltou à cova, viu que José não estava nela; então, rasgou suas vestes. 30E, voltando-se para seus irmãos, disse: O jovem não está lá; e, para onde irei? 31Tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue. 32E enviaram a túnica de várias cores, fazendo-a levar a seu pai e disseram: Achamos esta túnica; confere se é a túnica de teu filho ou não. 33E a reconheceu e disse: É a túnica do meu filho; uma fera selvagem o comeu; certamente José foi despedaçado. 34Então, Jacó rasgou suas vestes, cingiu-se de pano de saco e lamentou por seu filho durante muitos dias. 35Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas para consolá-lo; no entanto, ele recusou o consolo e disse: "Chorando, desço a meu filho até a sepultura." E de fato, seu pai o chorou. 36E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.
Leitura 2 de 4 · Em família

Marcos 7

1E os fariseus e alguns dos escribas, que vinham de Jerusalém, se reuniram a ele. 2E, ao perceber que alguns de seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, sem lavá-las, os censuravam. 3Porque os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos. 4Quando voltam do mercado não comem, a menos que se asperjam. E há muitas outras coisas que se encarregaram de observar, como a lavagem de copos, jarros, utensílios de metal e camas. 5Então os fariseus e os escribas interpelaram-no: Por que os teus discípulos não andam de acordo com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar? 6E ele, respondendo, disse-lhes: Com razão profetizou Isaías a respeito de vocês, hipócritas, como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está distante de mim. 7Em vão porém, me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. 8Porque, desconsiderando o mandamento de Deus, vocês seguem a tradição dos homens, como a lavagem de jarros e copos, e praticam muitas outras coisas semelhantes. 9E ele lhes disse: Vocês rejeitam habilmente o mandamento de Deus para guardar a sua própria tradição. 10Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, deve ser morto. 11Mas vocês dizem: Se alguém disser ao pai ou à mãe: O que de mim vocês poderiam aproveitar é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, 12E não permitem que ele faça qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe; 13Assim, invalidais a palavra de Deus por causa da vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. 14E, convocando a multidão, disse: Ouçam-me, todos, e entendam. 15Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai do homem é o que o contamina. 16Se alguém possui ouvidos para ouvir, que ouça. 17Ao entrar em casa, após ter deixado a multidão, os seus discípulos o questionaram sobre a parábola. 18E ele lhes disse: Vocês também não compreendem? Não percebem que tudo o que de fora entra no homem não pode contaminá-lo? 19Porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e depois é expelido para um lugar reservado? E, assim, ele considerou puros todos os alimentos. 20O que sai do homem, isso é o que o contamina. 21Porque do interior do coração dos homens procedem os maus desígnios, a infidelidade, a prostituição, os furtos e os homicídios. 22Furtos, avareza, maldade, engano, lascívia, inveja, blasfêmia, soberba e loucura. 23Todo esse mal provém de dentro e contamina o ser humano. 24Levantando-se dali, partiu para a região de Tiro e Sidom. E, ao entrar em uma casa, desejava que ninguém soubesse, mas não conseguiu ocultar-se. 25Porque uma mulher, cuja filhinha estava possessa de espírito imundo, ao ouvir a respeito dele, veio e prostrou-se aos seus pés. 26E essa mulher era grega, de origem siro-fenícia, e suplicava a ele que expulsasse o demônio de sua filha. 27Mas Jesus lhe respondeu: Deixa primeiro que os filhos se saciem, pois não é apropriado tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 28Ela, porém, respondeu: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças. 29Por causa dessa palavra, você pode ir; o demônio já saiu de sua filha. 30E, ao retornar para casa, encontrou a filha deitada na cama, pois o demônio a deixara. 31E ele, retirando-se novamente dos limites de Tiro, foi por Sidom até o mar da Galileia, atravessando o território de Decápolis. 32E trouxeram a ele um surdo e gago que tinha dificuldade para falar, e pediram que impusesse a mão sobre ele. 33E, levando-o à parte, longe da multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e, cuspindo, tocou na língua dele. 34E, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: "Efatá", que quer dizer: "Abre-te"! 35E imediatamente os seus ouvidos se abriram e logo se desfez a prisão da língua, de modo que ele falava desembaraçadamente. 36E ordenou que ninguém dissesse nada a respeito; porém, quanto mais ele proibia, mais eles o espalhavam. 37Sobremaneira, admiravam-se e diziam: “Tudo faz esplendidamente bem; não somente faz ouvir os surdos, mas também faz falar os mudos.”
Leitura 3 de 4 · Pessoal

Jó 3

1Depois disto, Jó abriu a sua boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento. 2E Jó falou e disse: 3Pereça o dia em que nasci e a noite em que se disse "Foi concebido um homem!" 4Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não se lembre dele, nem resplandeça a luz sobre ele. 5Reclamem-no as trevas e a sombra da morte; sobre ele habitem as nuvens; que tudo o que pode enegrecer o dia o espante 6Apodere-se dela a escuridão; não seja ela contada entre os dias do ano, não entre na conta dos meses! 7Ah! maldita seja aquela noite! e que dela sejam banidos os sons de júbilo! 8Amaldiçoem-na os que amaldiçoam o dia e estão prontos para levantar o seu lamento. 9Escureçam-se as estrelas do seu crepúsculo; espere pela luz, e não a veja, nem as pálpebras dos olhos da alva! 10Por que não fechou as portas do ventre, nem escondeu de meus olhos o sofrimento? 11Por que não morri eu na madre? E por que não expirei ao sair dela? 12Por que me acolheram os joelhos? E por que os seios para que eu mamasse? 13Por que agora repousaria tranquilo; dormiria, e assim teria descanso para mim? 14Com os reis e conselheiros da terra que para si edificaram tumbas em lugares desolados; 15Ou com os príncipes que possuíam ouro e enchiam suas casas de prata; 16Ou, como um aborto oculto, não teria existido; como as crianças que nunca viram a luz. 17Ali, os maus cessam de incomodar e ali repousam os cansados. 18Ali, os prisioneiros repousam juntos e não escutam a voz do feitor. 19Ali estão tanto o pequeno como o grande, e o servo se encontra livre de seu senhor. 20Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo 21Que esperam pela morte, mas ela não chega; cavariam em busca dela mais do que por tesouros escondidos. 22Alegrar-se-iam e exultariam ao encontrar a sepultura. 23Por que se concede luz ao homem, cujo caminho é oculto e a quem Deus cercou de todos os lados? 24Porque, em vez do meu pão, vem o meu suspiro, e os meus lamentos se derramam como água. 25O que eu temia me sobreveio e o que eu receava me aconteceu. 26Nunca encontrei descanso, nem tranquilidade, nem paz e já me sobreveio uma grande perturbação.
Leitura 4 de 4 · Pessoal

Romanos 7

1Não sabeis, irmãos, pois falo a quem conhece a lei, que a lei exerce domínio sobre o homem enquanto ele vive? 2Porque a mulher casada está vinculada ao marido enquanto ele viver, mas, se o marido morrer, ela fica liberada da lei que a une a ele. 3Assim, enquanto o marido estiver vivo, ela será tida como adúltera se se unir a outro homem; porém, se o marido morrer, ela está livre da lei e não será considerada adúltera ao se casar com outro homem. 4Assim, meus irmãos, vocês também morreram em relação à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que possamos produzir frutos para Deus. 5Pois, quando estávamos na carne, as paixões do pecado, realçadas pela lei, operavam em nossos membros, a fim de produzirem frutos para a morte. 6Mas agora, porém, estamos libertados da lei, pois morremos para aquilo a que estávamos sujeitos; assim, servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra. 7Que diremos, então? A lei é pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, exceto por meio da lei; pois não teria eu conhecido o que é a cobiça, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. 8Mas o pecado, aproveitando-se do mandamento, tomou ocasião e produziu em mim toda sorte de concupiscência; pois, sem a lei, o pecado está morto. 9Em um tempo passado, eu vivia sem a lei; mas, quando o mandamento chegou, o pecado reviveu, e eu morri. 10E o mandamento que era para a vida, verifiquei que este mesmo se tornou morte. 11Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, por meio dele, me enganou e me conduziu à morte. 12Assim, a lei é santa; e o mandamento é santo, justo e bom. 13Assim, o que é bom se tornou morte para mim? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para se manifestar como pecado, trouxe a morte a mim por meio do que é bom, para que, por meio do mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. 14Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. 15Porque o que faço não aprovo; pois o que quero, isso não realizo, mas o que detesto, isso faço. 16E, se faço o que não quero, estou de acordo com a lei, que é boa. 17Portanto, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que habita em mim. 18Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim, não, porém, consigo efetivá-lo. 19Porque não pratico o bem que prefiro, mas o mal que não quero esse eu acabo realizando. 20Mas, se faço o que não desejo, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. 21Assim, descubro esta lei em mim: quando quero fazer o bem, o mal está presente. 22Porque, em relação ao meu homem interior, sinto prazer na lei de Deus; 23Mas vejo nos meus membros outra lei que guerreia contra a lei da minha mente e me aprisiona à lei do pecado que está nos meus membros. 24Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? 25Agradeço a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, sou escravo da lei do pecado.

O plano M'Cheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.

Em família
Gênesis 37 · Marcos 7
Pessoais
Jó 3 · Romanos 7