Mc'Cheyne
8 de Fevereiro
Leitura 1 de 4 · Em família

Gênesis 41

1E aconteceu que, após dois anos completos, Faraó teve um sonho; parecia-lhe estar em pé junto ao Nilo. 2Eis que do rio subiam sete vacas formosas e robustas e pastavam no prado. 3Eis que, após elas, subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio. 4E as vacas feias e magras comiam as sete vacas formosas e gordas. Então, Faraó acordou. 5E ele voltou a dormir e sonhou outra vez; eis que de uma só haste brotavam sete espigas cheias e boas. 6Eis que, após elas, surgiam sete espigas mirradas, secas pelo vento oriental. 7E as espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, Faraó despertou e reconheceu que era um sonho. 8E, pela manhã, o espírito de Faraó estava perturbado, e ele enviou chamar todos os adivinhos do Egito e todos os seus sábios. Faraó lhes contou os seus sonhos, mas ninguém pôde interpretá-los. 9Então, o copeiro-chefe falou a Faraó dizendo: Hoje me recordo das minhas ofensas. 10Estando Faraó muito indignado contra os seus servos, colocou-me sob prisão na casa do comandante da guarda, a mim e ao chefe dos padeiros. 11Então, naquela mesma noite, eu e ele tivemos um sonho, e cada sonho teve a sua própria significação. 12Havia entre nós um jovem hebreu, servo do comandante da guarda; contamos a ele os nossos sonhos e ele os interpretou, a cada um conforme o seu sonho. 13E assim como ele nos interpretou, assim aconteceu: eu fui restaurado ao meu cargo, e ele foi enforcado. 14Então, Faraó enviou e chamou José, e o tiraram rapidamente da prisão; ele se barbeou, trocou de vestes e foi apresentar-se a Faraó. 15E Faraó disse a José: Tive um sonho, e não há ninguém que o interprete; mas ouvi dizer que você tem a habilidade de interpretá-los 16José respondeu a Faraó: "Não está isso em mim; Deus dará uma resposta favorável a você." 17Então, o faraó contou a José: No meu sonho, eu estava de pé na margem do rio 18Eis que surgiam do rio sete vacas gordas e formosas à vista, e pastavam no capim. 19Eis que outras sete vacas subiam após elas, muito feias e magras; nunca vi outras tão disformes assim em toda a terra do Egito. 20E as vacas magras e feias comiam as primeiras sete vacas gordas; 21E entravam em suas entranhas, mas não se percebia que entravam em suas entranhas, pois sua aparência continuava má como no princípio. Então acordei. 22Depois, vi em meu sonho que de uma cana subiam sete espigas, cheias e boas; 23Eis que, após elas, surgiram sete espigas secas, mirradas e crestadas pelo vento oriental. 24As sete espigas mirradas devoravam as sete espigas boas. Eu as contei aos magos, mas ninguém foi capaz de me dar uma interpretação. 25José respondeu a Faraó: "O sonho de Faraó é apenas um; o que Deus está prestes a fazer, Ele revelou a Faraó." 26As sete vacas boas simbolizam sete anos; as sete espigas boas também simbolizam sete anos; o sonho é um só. 27As sete vacas magras e feias que subiam após as primeiras representam sete anos, assim como as sete espigas mirradas e crestadas pelo vento oriental indicam sete anos de fome. 28Esta é a mensagem que eu transmiti a Faraó: o que Deus fará, Ele revelou a Faraó. 29Eis que se aproximam sete anos de grande abundância em toda a terra do Egito. 30E depois levantar-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra; 31E a abundância na terra não será lembrada devido à fome que virá depois, pois será extremamente grave 32O fato de o sonho ter sido repetido duas vezes ao Faraó indica que essa questão está estabelecida por Deus, e Deus se apressa em cumpri-la. 33Agora, pois, o faraó deve escolher um homem sábio e ajuizado e colocá-lo à frente da terra do Egito. 34Faça isso, Faraó, e ponha administradores sobre a terra, e recolha a quinta parte dos frutos da terra do Egito durante os sete anos de fartura. 35Ajuntem os administradores toda a colheita dos bons anos que virão, recolham o trigo sob a supervisão do Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. 36Assim, o mantimento servirá para abastecer a terra nos sete anos de fome que ocorrerão no Egito, a fim de que a terra não pereça de fome. 37E essa sugestão foi aceita por Faraó e por todos os seus oficiais. 38E disse Faraó aos seus oficiais: Acaso poderíamos encontrar um homem como este, em quem habita o Espírito de Deus? 39Então o Faraó disse a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém é tão sábio e ajuizado como você. 40Estarás à frente da minha casa e toda a minha população obedecerá às tuas ordens; somente no trono eu serei maior do que você. 41Disse ainda Faraó a José: Veja, eu lhe dei autoridade sobre toda a terra do Egito. 42E o faraó retirou o seu anel de sinete da sua mão e o colocou na mão de José, vestiu-o com roupas de linho fino e colocou um colar de ouro em seu pescoço. 43E o fez subir no seu segundo carro, e clamavam diante dele: Ajoelhem-se! Assim, o constituiu sobre toda a terra do Egito. 44Disse o faraó a José: Eu sou o faraó; no entanto, ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito sem a sua ordem. 45E o faraó chamou José de Zafenate-Panéia e lhe deu por esposa a Asenate, filha de Potífera, sacerdote de On; e José percorreu toda a terra do Egito. 46José tinha trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito. Então, saiu da presença de Faraó e percorreu toda a terra do Egito. 47E a terra produziu de maneira abundante nos sete anos de fartura. 48E ajuntou José todo o alimento dos sete anos em que houve fartura na terra do Egito e o guardou nas cidades; o alimento proveniente dos campos ao redor de cada cidade foi armazenado na mesma cidade. 49Assim, José acumulou uma quantidade imensa de cereal, como a areia do mar, até que deixou de contar, pois era impossível numerar. 50E a José nasceram dois filhos antes que chegasse a fome, que Asenate, filha de Potífera, sacerdote de On, lhe deu à luz. 51E José chamou o nome de seu primogênito de Manassés, pois disse: "Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai." 52E o nome do segundo chamou Efraim, pois disse: Deus me fez prosperar na terra da minha aflição. 53Então se completaram os sete anos de abundância que houve na terra do Egito. 54E começaram a chegar os sete anos de fome, conforme predito por José; havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão. 55E, sentindo toda a terra do Egito fome, o povo clamou a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: "Vão a José; façam conforme o que ele vos disser." 56E, havendo fome em toda a terra, José abriu os celeiros e vendeu aos egípcios, pois a fome prevaleceu na terra do Egito. 57E todas as terras vinham ao Egito, pois a fome prevaleceu em todo o mundo.
Leitura 2 de 4 · Em família

Marcos 11

1Quando se aproximavam de Jerusalém, perto de Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos. 2Ide à aldeia que está diante de vós; ao entrardes, encontrareis preso um jumentinho, no qual ainda ninguém montou; soltai-o e trazei-o. 3Se alguém lhes perguntar: "Por que vós fazeis isso? dizei que o Senhor precisa dele e logo o devolverá para aqui. 4Encontraram o jumentinho preso, junto ao portão, fora da rua, e o desprenderam. 5E alguns dos que estavam ali disseram: Que fazeis, soltando o jumentinho? 6Eles, porém, disseram a eles o que Jesus havia ordenado, e então os deixaram ir. 7E trouxeram o jumentinho a Jesus, e colocaram sobre ele os seus vestidos, e Jesus montou sobre ele. 8Muitos estendiam suas vestes no caminho, e outros cortavam ramos dos campos e os espalhavam pelo trajeto. 9E aqueles que iam à frente dele, assim como os que o seguiam, clamavam: Hosana! Bendito aquele que vem em nome do Senhor! 10Bendito o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana nas maiores alturas! 11E Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e, ao observar tudo ao seu redor, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze. 12No dia seguinte, ao sair de Betânia, teve fome. 13E, ao avistar de longe uma figueira coberta de folhas, foi observar se encontraria alguma coisa nela; ao se aproximar, não encontrou nada senão folhas, pois não era tempo de figos. 14E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais alguém coma fruto de ti para sempre. E os seus discípulos ouviram isso. 15E chegaram a Jerusalém; e, ao entrar no templo, Jesus começou a expulsar os que ali vendiam e compravam; e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16E não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo. 17E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Mas vocês a transformaram em covil de salteadores. 18E os escribas e os principais sacerdotes, ouvindo isso, procuravam uma oportunidade para tirar-lhe a vida, pois o temiam, porque toda a multidão se impressionava com a sua doutrina. 19E, já tendo se feito tarde, saíram da cidade. 20E, ao passarem pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz. 21Pedro, lembrando-se, disse: "Veja, a figueira que o Senhor amaldiçoou secou." 22Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; 23Em verdade, eu lhes digo que, se alguém disser a este monte: Levante-se e lance-se ao mar, e não duvidar em seu coração, mas acreditar que se realizará o que diz, assim lhe será feito. 24Por isso, eu lhes digo: tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já receberam, e assim será com vocês. 25E, quando estiverem orando, perdoem, se tiverem algo contra alguém, para que o Pai de vocês, que está nos céus, perdoe suas ofensas. 26Mas, se vocês não perdoarem, também o Pai de vocês, que está nos céus, não perdoará as suas ofensas. 27E retornaram a Jerusalém; enquanto Ele caminhava pelo templo, os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos se aproximaram d'Ele. 28E lhe perguntaram: Com que autoridade você faz essas coisas? E quem lhe conferiu tal autoridade para realizá-las? 29Jesus, porém, respondeu: Eu também lhes farei uma pergunta; respondam-me, e eu lhes direi com que autoridade faço estas coisas. 30Era o batismo de João do céu ou dos homens? Respondam-me! 31Eles debatendo entre si, afirmavam: Se dissermos: Do céu, ele nos perguntará: Por que não creram 32Se, porém, dissermos: dos homens, temos temor do povo, pois todos consideravam João verdadeiramente como profeta. 33E, respondendo, disseram a Jesus: Não sabemos. E Jesus, por sua vez, lhes disse: Nem eu lhes direi com que autoridade faço estas coisas.
Leitura 3 de 4 · Pessoal

Jó 7

1Não é penosa a vida do homem sobre a terra? Não são seus dias como os dias do jornaleiro? 2Como o escravo suspira pela sombra e como o jornaleiro aguarda a sua paga, 3Assim, para mim, foram designados meses de desengano e noites de aflição me foram destinadas. 4Deitando-me para dormir, digo: Quando me levantarei? A noite é longa e me exausto de me revirar na cama, até o amanhecer. 5A minha carne está vestida de vermes e de crostas de pó; a minha pele se encrosta e de novo supura. 6Meus dias são mais rápidos do que a lançadeira do tecelão e se encerram sem esperança. 7Lembra-te de que a minha vida é um sopro; meus olhos não voltarão a ver o bem. 8Os olhos dos que agora me veem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, mas já não serei. 9Assim como a nuvem se desfaz e se vai, aquele que desce à sepultura nunca mais retornará 10Nunca mais voltará para sua casa, nem ao lugar onde habita o conhecerá jamais. 11Por isso, não reterei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-ei na amargura da minha alma. 12Sou eu, por acaso, o mar ou a serpente marinha para que me imponhas uma guarda? 13Dizendo eu: meu leito me confortará; a minha cama aliviará a minha queixa. 14Então, me assombras com sonhos, e com visões me inquietas. 15Por isso, a minha alma preferiria ser estrangulada; escolheria a morte em vez de passar por esta tortura. 16Abomino a minha vida, não quero viver eternamente. Afaste-se de mim, pois os meus dias são como um sopro. 17Que é o homem, para que tanto o estimes e ponhas nele a tua atenção? 18E a cada manhã o visitas e a cada momento o examinas. 19Até quando não apartarás de mim o teu olhar? Até quando não me concederás tempo para engolir a minha saliva? 20Se pequei, que mal te fiz, ó Vigilante dos homens? Por que me tornaste um alvo para que eu tropece, pesando sobre mim a minha própria vida? 21Por que não me perdoas a minha transgressão e não removes a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó; e, se me buscares já não estarei lá.
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Romanos 11

1Digo, portanto: será que Deus rejeitou o seu povo? De modo nenhum! Pois eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. 2Deus não rejeitou o seu povo, que de antemão conheceu. Ou vocês não sabem o que a Escritura diz a respeito de Elias, como ele clama perante Deus contra Israel, dizendo: 3Senhor, mataram os Teus profetas, arrasaram os Teus altares, e sou eu o único que ficou, e buscam tirar-me a vida. 4Mas o que diz a resposta de Deus? Reservei para mim sete mil homens que não se curvaram diante de Baal. 5Assim, neste tempo também, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça. 6E, se é pela graça, já não é pelas obras; caso contrário, a graça não seria graça. E, se é pelas obras, já não é graça; senão, a obra não seria obra. 7O que Israel buscava não conseguiu; mas os eleitos o alcançaram, enquanto os demais foram endurecidos. 8Como está escrito: Deus lhes deu um espírito de entorpecimento; olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até o dia de hoje. 9E Davi diz: Que a mesa deles se torne um laço, uma armadilha, um tropeço e uma punição para eles. 10Escureçam-se seus olhos para que não vejam e fiquem para sempre encurvadas suas costas 11Digo, portanto: Acaso tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua transgressão, a salvação veio aos gentios, para provocá-los ao ciúme. 12E, se a sua queda resultou em riqueza para o mundo, e a sua diminuição em riqueza para os gentios, quanto mais será a sua plenitude! 13Dirijo-me a vocês, gentios! Como sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério. 14Para ver se, de algum modo, consigo incitar à emulação os da minha própria raça e salvar alguns deles. 15Porque, se a rejeição deles trouxe reconciliação ao mundo, qual será a aceitação deles, senão a vida dentre os mortos? 16Se as primícias são santas, a massa também o será; se a raiz é santa, os ramos também o serão. 17E, se alguns dos ramos foram quebrados, e você, sendo uma oliveira brava, foi enxertado entre eles, tornando-se participante da raiz e da seiva da oliveira. 18Não se glorie contra os ramos; e, se você se gloriar, saiba que não é você quem sustenta a raiz, mas sim a raiz que sustenta você. 19Você dirá, portanto: Alguns ramos foram quebrados para que eu fosse enxertado. 20Certo: foram quebrados por causa da incredulidade; você, porém, está firme pela fé. Não se ensoberbeça, mas tema. 21Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, tem cuidado para que ele também não te poupe. 22Observe, portanto, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, houve severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permanecer; caso contrário, também você será cortado. 23No entanto, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados, pois Deus é poderoso para enxertá-los novamente. 24Porque, se você foi cortado da oliveira brava, que é natural, e foi enxertado, contra a sua própria natureza, na boa oliveira, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais! 25Porque não quero, irmãos, que vocês ignorem este mistério (para que não se considerem presunçosos): que um endurecimento em parte ocorreu sobre Israel, até que a plenitude dos gentios tenha entrado. 26Assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e ele apartará de Jacó as impiedades. 27E este será o meu pacto com eles, quando eu remover os seus pecados. 28Assim, no que diz respeito ao evangelho, eles se tornam inimigos por causa de vocês; mas, no que tange à eleição, são amados por causa dos patriarcas. 29Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. 30Pois assim como vocês, outrora, foram desobedientes a Deus, agora conseguiram misericórdia em razão da desobediência deles. 31Assim, estes também agora se tornaram desobedientes, para que, por meio da misericórdia que vos foi demonstrada, possam alcançar a misericórdia. 32Pois Deus colocou todos sob a desobediência, a fim de poder demonstrar misericórdia para com todos. 33Ó profundidade das riquezas tanto da sabedoria quanto do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos e quão inescrutáveis os Seus caminhos! 34Porque quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? 35Ou quem primeiro lhe deu algo, de modo que isso lhe seja restituído? 36Porque dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas; a ele, portanto, seja a glória eternamente. Amém!

O plano M'Cheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.

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