Leitura 1 de 4 · Em família

Juízes 9

1E Abimeleque, filho de Jerubaal, foi-se a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou-lhes e a toda a geração da casa do pai de sua mãe, dizendo: 2Falai, peço-vos, aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Qual é melhor para vós, que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós, ou que um homem sobre vós domine? lembrai-vos também de que sou osso vosso e carne vossa. 3Então os irmãos de sua mãe falaram acerca dele perante os ouvidos de todos os cidadãos de Siquém todas aquelas palavras: e o coração deles se inclinou após de Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão. 4E deram-lhe setenta peças de prata, da casa de Baal-Berite: e com elas alugou Abimeleque uns homens ociosos e levianos, que o seguiram. 5E veio à casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra. Porém Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porque se tinha escondido. 6Então se ajuntaram todos os cidadãos de Siquém, e toda a casa de Milo; e foram, e levantaram a Abimeleque por rei, junto ao carvalho alto que está perto de Siquém. 7E, dizendo-o a Jotão, foi-se, e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantou a sua voz, e clamou, e disse-lhes: Ouvi-me a mim, cidadãos de Siquém, e Deus vos ouvirá a vós: 8Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei: e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós. 9Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria a labutar sobre as árvores? 10Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. 11Porém a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria labutar sobre as árvores? 12Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. 13Porém a videira lhes disse: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e iria labutar sobre as árvores? 14Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. 15E disse o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis por rei sobre vós, vinde, e confiai-vos debaixo da minha sombra: mas se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano. 16Agora, pois, se é que em verdade e sinceridade obrastes, fazendo rei a Abimeleque, e se bem fizestes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele usastes conforme ao merecimento das suas mãos; 17Porque meu pai pelejou por vós, e desprezou a sua vida, e vos livrou da mão dos midianitas: 18Porém vós hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, e matastes a seus filhos, setenta homens, sobre uma pedra: e a Abimeleque, filho da sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão; 19Pois, se em verdade e sinceridade usastes com Jerubaal e com a sua casa hoje, alegrai-vos com Abimeleque, e também ele se alegre convosco: 20Mas, se não, saia fogo de Abimeleque, e consuma aos cidadãos de Siquém, e à casa de Milo: e saia fogo dos cidadãos de Siquém, e da casa de Milo, que consuma a Abimeleque. 21Então partiu Jotão, e fugiu, e foi-se a Beer: e ali habitou por medo de Abimeleque, seu irmão. 22Havendo pois Abimeleque dominado três anos sobre Israel, 23Enviou Deus um mau espírito entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém: e os cidadãos de Siquém se houveram aleivosamente contra Abimeleque; 24Para que a violência feita aos setenta filhos de Jerubaal viesse, e o seu sangue caísse sobre Abimeleque, seu irmão, que os matara, e sobre os cidadãos de Siquém, que lhe corroboraram as mãos, para matar a seus irmãos. 25E os cidadãos de Siquém puseram contra ele quem lhe armasse emboscadas sobre os cumes dos montes; e a todo aquele que passava pelo caminho junto a eles o assaltavam: e contou-se a Abimeleque. 26Veio também Gaal, filho de Ebede, com seus irmãos, e passaram para dentro de Siquém: e os cidadãos de Siquém se fiaram dele. 27E saíram ao campo, e vindimaram as suas vinhas, e pisaram as uvas, e fizeram canções de louvor: e foram à casa de seu Deus, e comeram, e beberam, e amaldiçoaram a Abimeleque. 28E disse Gaal, filho de Ebede: Quem é Abimeleque, e qual é Siquém, para que o servíssemos? não é porventura filho de Jerubaal? e não é Zebul o seu mordomo? servi antes aos homens de Hamor, pai de Siquém; pois por que razão nós o serviríamos a ele? 29Ah! se este povo estivera na minha mão, eu expeliria a Abimeleque. E a Abimeleque se disse: Multiplica o teu exército, e sai. 30E, ouvindo Zebul, o maioral da cidade, as palavras de Gaal, filho de Ebede, se acendeu a sua ira; 31E enviou astutamente mensageiros a Abimeleque, dizendo: Eis que Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos vieram a Siquém, e eis que eles fortificam esta cidade contra ti. 32Levanta-te pois de noite, tu e o povo que tiveres contigo, e põe emboscadas no campo. 33E levanta-te pela manhã ao sair o sol, e dá de golpe sobre a cidade: e eis que, saindo ele e o povo que tiver com ele contra ti, faze-lhe assim como alcançar a tua mão. 34Levantou-se pois Abimeleque, e todo o povo que com ele havia, de noite, e puseram emboscadas a Siquém, com quatro tropas. 35E Gaal, filho de Ebede, saiu, e pôs-se à entrada da porta da cidade: e Abimeleque, e todo o povo que com ele havia, se levantou das emboscadas. 36E, vendo Gaal aquele povo, disse a Zebul: Eis que desce gente dos cumes dos montes. Zebul, ao contrário, lhe disse: As sombras dos montes vês por homens. 37Porém Gaal ainda tornou a falar, e disse: Eis ali desce gente do meio da terra, e uma tropa vem do caminho do carvalho de Meonenim. 38Então lhe disse Zebul: Onde está agora a tua boca, com a qual dizias: Quem é Abimeleque, para que o servíssemos? não é este porventura o povo que desprezaste? sai pois, peço-te, e peleja contra ele. 39E saiu Gaal à vista dos cidadãos de Siquém, e pelejou contra Abimeleque. 40E Abimeleque o perseguiu, porquanto fugiu de diante dele: e muitos feridos caíram até à entrada da porta da cidade, 41E Abimeleque ficou em Aruma. E Zebul expeliu a Gaal e a seus irmãos, para que não pudessem habitar em Siquém. 42E sucedeu no dia seguinte que o povo saiu ao campo, e o disseram a Abimeleque. 43Então tomou o povo, e o repartiu em três tropas, e pôs emboscadas no campo: e olhou, e eis que o povo saía da cidade, e levantou-se contra eles, e os feriu. 44Porque Abimeleque, e as tropas que com ele havia, deram neles de improviso, e pararam à entrada da porta da cidade: e as outras duas tropas deram de improviso sobre todos quantos estavam no campo, e os feriram. 45E Abimeleque pelejou contra a cidade todo aquele dia, e tomou a cidade, e matou o povo que nela havia: e assolou a cidade, e a semeou de sal. 46O que ouvindo todos os cidadãos da torre de Siquém, entraram na fortaleza, em casa do deus Berite. 47E contou-se a Abimeleque que todos os cidadãos da torre de Siquém se haviam congregado. 48Subiu pois Abimeleque ao monte de Salmom, ele e todo o povo que com ele havia: e Abimeleque tomou na sua mão machados, e cortou um ramo das árvores, e o levantou, e pô-lo ao seu ombro, e disse ao povo, que com ele havia: O que me vistes fazer apressai-vos a fazê-lo assim como eu. 49Assim pois também todo o povo, cada um cortou o seu ramo, e seguiram a Abimeleque, os puseram junto da fortaleza, e queimaram a fogo a fortaleza com eles: de maneira que todos os da torre de Siquém morreram, uns mil homens e mulheres. 50Então Abimeleque foi-se a Tebes, e sitiou a Tebes, e a tomou. 51Havia porém no meio da cidade uma torre forte; e todos os homens e mulheres, e todos os cidadãos da cidade se acolheram a ela, e fecharam após de si as portas, e subiram ao telhado da torre. 52E Abimeleque veio até à torre, e a combateu: e chegou-se até à porta da torre, para a queimar a fogo. 53Porém uma mulher lançou um pedaço de uma mó sobre a cabeça de Abimeleque: e quebrou-lhe o crânio. 54Então chamou logo ao moço, que levava as suas armas, e disse-lhe: Desembainha a tua espada, e mata-me; para que se não diga de mim: Uma mulher o matou. E seu moço o atravessou, e ele morreu. 55Vendo pois os homens de Israel que já Abimeleque era morto, foram-se cada um para o seu lugar. 56Assim Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, matando a seus setenta irmãos. 57Como também todo o mal dos homens de Siquém fez tornar sobre a cabeça deles: e a maldição de Jotão, filho de Jerubaal, veio sobre eles.
Leitura 2 de 4 · Em família

Atos 13

1E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Níger, e Lúcio cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. 2E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra para que os tenho chamado. 3Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. 4Estes então, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre. 5E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João por ministro. 6E, havendo atravessado a ilha até Pafos, acharam um certo judeu mágico, falso profeta, chamado Barjesus, 7O qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, varão prudente. Este, chamando a si Barnabé e Saulo, procurava muito ouvir a palavra de Deus. 8Mas resistia-lhes Elimas, o encantador (que assim se interpreta o seu nome), procurando apartar da fé o procônsul. 9Porém Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele, disse: 10Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor? 11Eis aí, pois, agora contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo. E no mesmo instante a escuridão e as trevas caíram sobre ele, e, andando em redor, buscava a quem o guiasse pela mão. 12Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor. 13E, partindo de Pafos, Paulo e os que estavam com ele chegaram a Perge, cidade da Panfília. Porém João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém. 14E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se; 15E, depois da lição da lei e dos profetas, lhes mandaram dizer os principais da sinagoga: Varões irmãos, se vós tendes alguma palavra de consolação para o povo, falai. 16E, levantando-se Paulo, e pedindo silêncio com a mão, disse: Varões israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi: 17O Deus deste povo de Israel escolheu a nossos pais, e exaltou o povo, sendo eles estrangeiros na terra do Egito; e com braço levantado os tirou dela; 18E suportou os seus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos. 19E, destruindo a sete nações na terra de Canaã, lhes repartiu por sorte a terra deles. 20E, depois disto, por quase quatrocentos e cinquenta anos, lhes deu juízes, até ao profeta Samuel. 21E depois pediram um rei, e Deus lhes deu por quarenta anos, a Saul filho de Quis, varão da tribo de Benjamim. 22E, tirado este, lhes levantou como rei a Davi, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, varão conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade. 23Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel; 24Tendo primeiramente João, antes da vinda dele, pregado a todo o povo de Israel o batismo do arrependimento. 25Mas, como João cumprisse a sua carreira, disse: Quem pensais vós que eu sou? Eu não sou o Cristo; mas eis que após mim vem aquele a quem não sou digno de desatar as alparcas dos pés. 26Varões irmãos, filhos da geração de Abraão, e os que dentre vós temem a Deus, a vós vos é enviada a palavra desta salvação. 27Porque, não conhecendo a este os que habitavam em Jerusalém, nem os seus príncipes, condenando-o, cumpriram assim as vozes dos profetas que se leem todos os sábados. 28E, não achando nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que fosse morto. 29E, havendo eles cumprido todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, o puseram na sepultura; 30Porém Deus o ressuscitou dos mortos. 31E ele por muitos dias foi visto pelos que subiram com ele da Galileia a Jerusalém, e são suas testemunhas para com o povo. 32E nós vos anunciamos a promessa que foi feita aos pais, a qual já Deus nos cumpriu, a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus: 33Como também está escrito no salmo segundo: Meu filho és tu, hoje te gerei. 34E que o ressuscitaria dos mortos, para nunca mais tornar à corrupção, disse-o assim: As santas e fiéis bênçãos de Davi vos darei. 35Pelo que também em outro salmo diz: Não permitirás que o teu santo veja corrupção. 36Porque, na verdade, tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, e foi posto junto de seus pais e viu a corrupção, 37Mas aquele a quem Deus ressuscitou nenhuma corrupção viu. 38Seja-vos pois notório, varões irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados. 39E de tudo o que, pela lei de Moisés não pudestes ser justificados neste é justificado todo aquele que crê. 40Vede pois que não venha sobre vós o que está dito nos profetas: 41Vede, ó desprezadores, e espantai vos e desaparecei; porque opero uma obra em vossos dias, obra que não crereis, se alguém vo-la contar. 42E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte se lhes falassem as mesmas coisas. 43E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé; os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de Deus. 44E no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade a ouvir a palavra de Deus. 45Porém os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja: e, blasfemando, contradiziam o que Paulo dizia. 46Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos falasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nós voltamos para os gentios; 47Porque o Senhor assim no-lo mandou, dizendo: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas para salvação até aos confins da terra. 48E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna. 49E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província. 50Mas os judeus incitaram a algumas mulheres religiosas e honestas, e aos principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus termos. 51Sacudindo, porém, contra eles o pó dos seus pés, partiram para Icônio. 52E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
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Jeremias 22

1Assim diz o SENHOR: Desce à casa do rei de Judá, e fala ali esta palavra. 2E dize: Ouve a palavra do SENHOR, ó rei de Judá, que te assentas no trono de Davi: tu, e os teus servos, e o teu povo, que entrais por estas portas. 3Assim diz o SENHOR: Fazei juízo e justiça, e livrai o roubado da mão do opressor; e não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar. 4Porque, se deveras fizerdes esta palavra, entrarão pelas portas desta casa os reis que se assentam no lugar de Davi sobre o seu trono, em carros e montados em cavalos, eles, e os seus servos, e o seu povo. 5Porém, se não derdes ouvidos a estas palavras, por mim mesmo tenho jurado, diz o SENHOR, que esta casa se tornará em assolação. 6Porque assim diz o SENHOR acerca da casa do rei de Judá: Tu és para mim Gileade, e a altura do Líbano: por certo que farei de ti um deserto e cidades desabitadas. 7Porque prepararei contra ti destruidores, cada um com as suas armas: e cortarão os teus cedros escolhidos, e lançá-los-ão no fogo. 8E muitas nações passarão por esta cidade, e dirá cada um ao seu companheiro: Por que obrou o SENHOR assim com esta grande cidade? 9E dirão: Porque deixaram o concerto do SENHOR seu Deus, e se inclinaram diante de deuses alheios, e os serviram. 10Não choreis o morto, nem o lastimeis: chorai abundantemente aquele que sai, porque nunca mais tornará, nem verá a terra onde nasceu. 11Porque assim diz o SENHOR acerca de Salum, filho de Josias, rei de Judá, que reinava em lugar de Josias seu pai, que saiu deste lugar: Nunca ali tornará mais. 12Mas no lugar para onde o levaram cativo ali morrerá, e nunca mais verá esta terra. 13Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça, e os seus aposentos sem razão, que se serve do serviço do seu próximo sem paga, e não lhe dá o salário do seu trabalho. 14Que diz: Edificar-me-ei uma casa espaçosa, e aposentos largos: e lhe abre janelas, e está forrada de cedro, e pintada de vermelhão. 15Porventura reinarás, porque te encerras em cedro? acaso teu pai não comeu e bebeu, e não usou de juízo e justiça? e então lhe sucedeu bem. 16Julgou a causa do aflito e necessitado; então lhe sucedeu bem; porventura não é isto conhecer-me? diz o SENHOR. 17Porém os teus olhos e o teu coração não atentam senão para a tua avareza, e para o sangue inocente, para derramá-lo, e para a opressão, e para a violência, para os levar a efeito. 18Portanto assim diz o SENHOR acerca de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá: Não lamentarão por ele, dizendo: Ai, irmão meu, ou, Ai, irmã minha! nem lamentarão por ele, dizendo: Ai, Senhor, ou, Ai, sua majestade! 19Em sepultura de jumento será sepultado, arrastando-o e lançando-o para bem longe, fora das portas de Jerusalém. 20Sobe ao Líbano, e clama, e levanta a tua voz em Basã, e clama pelas passagens, que já estão quebrantados os teus namorados. 21Falei contigo na tua posteridade, porém tu disseste: Não ouvirei. Este é o teu caminho, desde a tua mocidade, que nunca deste ouvidos à minha voz. 22O vento apascentará a todos os teus pastores, e os teus namorados irão para o cativeiro: certamente então te confundirás, e te envergonharás, por causa de toda a tua maldade. 23Ó tu, que habitas no Líbano e fazes o teu ninho nos cedros, quão lastimada serás quando te vierem as dores e os ais como da que está de parto! 24Vivo eu, diz o SENHOR, que ainda que Conias, filho de Jeoiaquim, rei de Judá, fosse o anel do selo na minha mão direita, que dali te arrancaria. 25E te entregarei na mão dos que buscam a tua vida, e na mão daqueles diante de quem tu temes, a saber, na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e na mão dos caldeus. 26E lançar-te-ei, a ti e à tua mãe que te pariu, a uma terra estranha, em que não nasceste, e ali morrereis. 27E à terra, para a qual eles levantam a sua alma, para tornarem a ela, a ela não tornarão. 28É pois porventura este homem Conias um vil ídolo quebrantado? ou um vaso de que ninguém se agrada? por que razão foram arremessados fora, ele e a sua geração, e arrojados para uma terra que não conhecem? 29Ó terra, terra, terra! ouve a palavra do SENHOR. 30Assim diz o SENHOR: Escrevei que este homem está roubado de filhos, homem que não prosperará nos seus dias; porque não prosperará algum da sua geração, que se assentar no trono de Davi, e que reinar mais em Judá.
Leitura 4 de 4 · Pessoal

Marcos 8

1Naqueles dias, havendo mui grande multidão, e não tendo que comer, Jesus chamou a si os seus discípulos, e disse-lhes: 2Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm que comer. 3E, se os deixar ir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe. 4E os seus discípulos responderam-lhe: De onde poderá alguém saciar estes de pão aqui no deserto? 5E perguntou-lhes: Quantos pães tendes? E disseram-lhe: Sete. 6E ordenou à multidão que se assentasse no chão. E, tomando os sete pães, e tendo dado graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, para que lhos pusessem adiante, e puseram-nos adiante da multidão. 7Tinham também uns poucos de peixinhos; e, tendo dado graças, ordenou que também lhos pusessem adiante. 8E comeram, e saciaram-se; e dos pedaços que sobejaram levantaram sete alcofas. 9E os que comeram eram quase quatro mil; e despediu-os. 10E, entrando logo no barco com os seus discípulos, foi para as partes de Dalmanuta. 11E saíram os fariseus, e começaram a disputar com ele, pedindo-lhe, para o tentarem, um sinal do céu. 12E, suspirando profundamente em seu espírito, disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração não se dará sinal. 13E, deixando-os, tornou a entrar no barco, e foi para a outra banda. 14E os seus discípulos se esqueceram de tomar pão, e no barco não tinham consigo senão um pão. 15E ordenou-lhes, dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes. 16E arrazoavam entre si, dizendo: É porque não temos pão. 17E Jesus, conhecendo isto, disse-lhes: Para que arrazoais, que não tendes pão? não considerastes, nem compreendestes ainda? tendes ainda o vosso coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes? e, tendo ouvidos, não ouvis? e não vos lembrais? 19Quando parti os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes? Disseram-lhe: Doze. 20E, quando parti os sete entre os quatro mil, quantas alcofas cheias de pedaços levantastes? E disseram-lhe: Sete. 21E ele lhes disse: Como não entendeis ainda? 22E chegou a Betsaida; e trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse. 23E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa. 24E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam. 25Depois tornou a pôr-lhe as mãos nos olhos, e lhos fez levantar; e ficou restabelecido, e viu ao longe e distintamente a todos. 26E mandou-o para sua casa, dizendo: Não entres na aldeia. 27E saiu Jesus e os seus discípulos para as as aldeias de Cesareia de Filipe; e no caminho perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou? 28E eles responderam: João Batista; e outros, Elias; e outros, Um dos profetas. 29E ele lhes disse: Porém vós quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe disse: Tu és o Cristo. 30E admoestou-os, que a ninguém dissessem aquilo dele. 31E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, e depois de três dias ressuscitasse. 32E dizia abertamente estas palavras. E Pedro o tomou à parte, e começou a repreendê-lo. 33Mas ele, virando-se, e olhando para os seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: Retira-te de diante de mim, Satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens. 34E, chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. 35Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho esse a salvará. 36Pois que aproveitaria ao homem, se ganhasse todo o mundo e perdesse a sua alma? 37Ou que dará o homem pelo resgate da sua alma? 38Porque qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos.

O plano McCheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.

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