Leitura 1 de 4 · Em família
Gênesis 31
1Então ouvia as palavras dos filhos de Labão, que diziam: Jacó tem tomado tudo o que era de nosso pai, e do que era de nosso pai fez ele toda esta glória. 2Viu também Jacó o rosto de Labão, e eis que não era para com ele como de ontem e de anteontem. 3E disse o SENHOR a Jacó: Torna-te à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo. 4Então enviou Jacó, e chamou a Raquel e a Lia ao campo, ao seu rebanho, 5E disse-lhes: Vejo que o rosto de vosso pai para comigo não é como de ontem e de anteontem; porém o Deus de meu pai esteve comigo; 6E vós mesmas sabeis que com todo o meu poder tenho servido a vosso pai; 7Mas vosso pai me enganou e mudou o salário dez vezes; porém Deus não lhe permitiu que me fizesse mal. 8Quando ele dizia assim: Os salpicados serão o teu salário; então todos os rebanhos pariam salpicados. E quando ele dizia assim: Os listrados serão o teu salário, então todos os teus rebanhos pariam listrados. 9Assim Deus tirou o gado de vosso pai, e mo deu a mim. 10E sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, eu levantei os meus olhos, e vi em sonhos, e eis que os bodes, que cobriam as ovelhas, eram listrados, salpicados e malhados. 11E disse-me o anjo de Deus em sonhos: Jacó. E eu disse: Eis-me aqui. 12E disse ele: Levanta agora os teus olhos, e vê todos os bodes que cobrem o rebanho, que são listrados, salpicados e malhados: porque tenho visto tudo o que Labão te fez. 13Eu sou o Deus de Betel, onde teus ungido uma coluna, onde me tens votado o voto; levanta-te agora, sai-te desta terra, e torna-te à terra da tua parentela. 14Então responderam Raquel e Lia, e disseram-lhe: Há ainda para nós parte ou herança na casa de nosso pai? 15Não nos considera ele como estranhas? pois vendeu-nos, e comeu de todo o nosso dinheiro. 16Porque toda a riqueza, que Deus tirou de nosso pai, é nossa e de nossos filhos: agora pois, faze tudo o que Deus te tem dito. 17Então se levantou Jacó, pondo os seus filhos e as suas mulheres sobre os camelos; 18E levou todo o seu gado, e toda a sua fazenda, que havia adquirido, o gado que possuía, que alcançara em Padã-Arã, para ir a Isaque, seu pai, à terra de Canaã. 19E havendo Labão ido a tosquiar as suas ovelhas, furtou Raquel os ídolos que seu pai tinha. 20E esquivou-se Jacó de Labão o arameu, porque não lhe fez saber que fugia. 21E fugiu ele com tudo o que tinha, e levantou-se, e passou o rio: e pôs o seu rosto para a montanha de Gileade. 22E no terceiro dia foi anunciado a Labão que Jacó tinha fugido. 23Então tomou consigo os seus irmãos, e atrás dele prosseguiu o caminho por sete dias; e alcançou-o na montanha de Gileade. 24Veio porém Deus a Labão o arameu em sonhos de noite, e disse-lhe: Guarda-te, que não fales com Jacó nem bem nem mal. 25Alcançou pois Labão a Jacó, e armara Jacó a sua tenda naquela montanha: armou também Labão com os seus irmãos a sua na montanha de Gileade. 26Então disse Labão a Jacó: Que fizeste, que te esquivaste de mim, e levaste as minhas filhas como cativas pela espada? 27Por que fugiste ocultamente, e te esquivaste de mim, e não me fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria, e com cânticos, e com tamboril e com harpa? 28Também não me permitiste beijar os meus filhos e as minhas filhas. Loucamente pois agora fizeste, fazendo assim. 29Poder havia em minha mão para vos fazer mal, mas o Deus de vosso pai me falou ontem à noite, dizendo: Guarda-te, que não fales com Jacó nem bem nem mal. 30E agora te querias ir embora, porquanto tinhas saudades de voltar à casa de teu pai; por que furtaste os meus deuses? 31Então respondeu Jacó, e disse a Labão: Porque temia; pois que dizia comigo, se porventura me não arrebatarias as tuas filhas. 32Com quem achares os teus deuses, esse não viva; reconhece diante de nossos irmãos o que é teu do que está comigo, e toma-o para ti. Pois Jacó não sabia que Raquel os tinha furtado. 33Então entrou Labão na tenda de Jacó, e na tenda de Lia, e na tenda de ambas as servas, e não os achou; e saindo da tenda de Lia, entrou na tenda de Raquel. 34Mas tinha tomado Raquel os ídolos, e os tinha posto na albarda de um camelo, e assentara-se sobre eles; e apalpou Labão toda a tenda, e não os achou. 35E ela disse a seu pai: Não se acenda a ira aos olhos de meu senhor, que não posso levantar-me diante da tua face; porquanto tenho o costume das mulheres. E ele procurou, mas não achou os ídolos. 36Então irou-se Jacó, e contendeu com Labão; e respondeu Jacó, e disse a Labão: Qual é a minha transgressão? qual é o meu pecado, que tão furiosamente me tens perseguido? 37Havendo apalpado todos os meus móveis, que achaste de todos os móveis da tua casa? põe-no aqui diante dos meus irmãos, e teus irmãos; e que julguem entre nós ambos. 38Estes vinte anos eu estive contigo, as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca moveram, e não comi os carneiros do teu rebanho. 39Não te trouxe eu o despedaçado; eu o pagava; o furtado de dia e o furtado de noite da minha mão o requerias. 40Estive eu de sorte que de dia me consumia o calor, e de noite a geada; e o meu sono foi-se dos meus olhos. 41Tenho estado agora vinte anos na tua casa; quatorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu rebanho; mas o meu salário tens mudado dez vezes. 42Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão, e o Temor de Isaque não fora comigo, por certo me enviarias agora vazio. Deus atendeu à minha aflição, e ao trabalho das minhas mãos, e repreendeu-te ontem à noite. 43Então respondeu Labão, e disse a Jacó: Estas filhas são minhas filhas, e estes filhos são meus filhos, e este rebanho é o meu rebanho, e tudo o que vês, meu é: e que farei hoje a estas minhas filhas, ou a seus filhos, que pariram? 44Agora pois vem, e façamos concerto eu e tu, que seja por testemunho entre mim e ti. 45Então tomou Jacó uma pedra, e erigiu-a por coluna. 46E disse Jacó a seus irmãos: Ajuntai pedras. E tomaram pedras, e fizeram um montão, e comeram ali sobre aquele montão. 47E chamou-o Labão Jegar-Saaduta: porém Jacó chamou-o Galeede. 48Então disse Labão: Este montão seja hoje por testemunha entre mim e entre ti: por isso se chamou o seu nome Galeede, 49E Mizpá, porquanto disse: Atente o SENHOR entre mim e ti, quando nós estivermos apartados um do outro: 50Se afligires as minhas filhas, e se tomares mulheres além das minhas filhas, ninguém está conosco: atenta que Deus é testemunha entre mim e ti. 51Disse mais Labão a Jacó: Eis aqui este mesmo montão, e eis aqui essa coluna que levantei entre mim e entre ti. 52Este montão seja testemunha, e esta coluna seja testemunha, que eu não passarei este montão a ti, e que tu não passarás este montão e esta coluna a mim, para mal. 53O Deus de Abraão, e o Deus de Naor, o Deus de seu pai julgue entre nós. E jurou Jacó pelo Temor de seu pai Isaque. 54E sacrificou Jacó um sacrificou na montanha, e convidou seus irmãos, para comer pão; e comeram pão, e passaram a noite na montanha. 55E levantou-se Labão pela manhã de madrugada, e beijou seus filhos, e suas filhas, e abençoou-os, e partiu; e voltou Labão ao seu lugar.
Leitura 2 de 4 · Em família
Marcos 2
1E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e ouviu-se que estava em casa. 2E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra. 3Então foram ter com ele uns que conduziam um paralítico, trazido por quatro, 4E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. 5E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, estão perdoados os teus pecados. 6E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: 7Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? 8E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? 9Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? 10Pois para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), 11A ti te digo: Levanta-te, e toma o teu leito, e vai para tua casa. 12E levantou-se, e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos. 13E tornou a sair para o mar, e toda a multidão ia ter com ele, e ele os ensinava. 14E, passando, viu Levi, filho de Alfeu, assentado na alfandega, e disse-lhe: Segue-me. E, levantando-se, o seguiu. 15E aconteceu que, estando ele sentado à mesa em casa dele, também estavam assentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido. 16E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? 17E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento. 18Ora os discípulos de João e os dos fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos? 19E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar; 20Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias. 21Ninguém deita remendo de pano novo em vestido velho; de outra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior; 22E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte, o vinho novo rompe os odres, o vinho entorna-se, e os odres estragam-se; porém o vinho novo deve ser deitado em odres novos. 23E aconteceu que, passando ele num sábado pelas searas, os seus discípulos, caminhando, começaram a colher espigas. 24E os fariseus lhe disseram: Vês? por que fazem no sábado o que não é lícito? 25Mas ele disse-lhes: Nunca lestes o que fez Davi quando estava em necessidade e teve fome, ele e os que com ele estavam? 26Como entrou na casa de Deus, no tempo de Abiatar, sumo sacerdote, e comeu os pães da proposição, dos quais não era lícito comer, senão aos sacerdotes, e também deu aos que com ele estavam? 27E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. 28Assim que o Filho do homem é Senhor até do sábado.
Leitura 3 de 4 · Pessoal
Ester 7
1Vindo pois o rei com Hamã, para beber com a rainha Ester, 2Disse também o rei a Ester no segundo dia, no banquete do vinho: Qual é a tua petição, rainha Ester? e se te dará: e qual é o teu requerimento? até metade do reino, se fará. 3Então respondeu a rainha Ester, e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu requerimento. 4Porque estamos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e lançarem a perder: se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia; ainda que o opressor não recompensaria a perda do rei. 5Então falou o rei Assuero, e disse à rainha Ester: Quem é esse? e onde está esse, cujo coração o instigou a assim fazer? 6E disse Ester: O homem, o opressor, e o inimigo, é este mau Hamã. Então Hamã se perturbou perante o rei e a rainha. 7E o rei no seu furor se levantou do banquete do vinho para o jardim do palácio; e Hamã se pôs em pé, para rogar à rainha Ester pela sua vida; porque viu que já o mal lhe era determinado pelo rei. 8Tornando pois o rei do jardim do palácio à casa do banquete do vinho, Hamã tinha caído prostrado sobre o leito em que estava Ester. Então disse o rei: Porventura quereria ele também forçar a rainha perante mim nesta casa? Saindo esta palavra da boca do rei, cobriram a Hamã o rosto. 9Então disse Harbona, um dos eunucos que serviam diante do rei: Eis aqui também a forca de cinquenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara para bem do rei, está junto à casa de Hamã. Então disse o rei: Enforcai-o nela. 10Enforcaram pois a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou.
Leitura 4 de 4 · Pessoal
Romanos 2
1Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas o outro; pois tu, que julgas, fazes as mesmas coisas. 2E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem. 3E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus? 4Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento? 5Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para o dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; 6O qual recompensará cada um segundo as suas obras; 7A saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra e incorrupção; 8Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, e desobedientes à verdade e obedientes à injustiça. 9Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que obra o mal; primeiramente do judeu e também do grego: 10Glória, porém, e honra e paz a qualquer que obra o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego; 11Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas. 12Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados. 13Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus: mas os que praticam a lei hão de ser justificados. 14Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo estes lei, para si mesmos são lei; 15Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e seus pensamentos, ora acusando-se, ora defendendo-se; 16No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho. 17Eis que tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; 18E sabes a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei; 19E confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas, 20Instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; 21Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? 22Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio? 23Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? 24Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós. 25Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; porém, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão. 26Pois, se a incircuncisão guarda os preceitos da lei, porventura a sua incircuncisão não será reputada como circuncisão? 27E, a que por natureza é incircuncisão, se cumpre a lei, não te julgará porventura a ti, que pela letra e circuncisão és transgressor da lei? 28Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. 29Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão é a do coração, no espírito, não na letra: cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.
O plano McCheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.
Nunca fez culto em família? Veja como fazer em 15 minutos.
Em família
Gênesis 31 · Marcos 2
Pessoais
Ester 7 · Romanos 2