Leitura 1 de 4 · Em família
Deuteronômio 8
1Todos os mandamentos que hoje vos ordeno, cuidareis de cumprir para que vivais, vos multipliqueis e entreis na terra que o Senhor prometeu sob juramento a vossos pais. 2Lembra-te de todo o caminho que o SENHOR, teu Deus, te guiou pelo deserto durante estes quarenta anos, para humilhar-te e testar-te, a fim de saber o que estava em teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. 3E te humilhou, e permitiu que tivesses fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que o homem não viverá somente de pão, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem. 4Nunca se desgastou a tua veste nem se inchou o teu pé durante estes quarenta anos. 5Sabe, pois, no teu coração, que, assim como um pai disciplina seu filho, assim o Senhor, teu Deus, te disciplina. 6Guarda, portanto, os mandamentos do Senhor, teu Deus, para que andes em seus caminhos e o temas. 7Porque o Senhor, teu Deus, te faz entrar em uma boa terra, uma terra de ribeiros de águas, de fontes e de mananciais profundos, que saem dos vales e das montanhas; 8Terra de trigo e cevada, de vinhedos, figueiras e romeiras, terra de oliveiras, rica em azeite e mel; 9Uma terra onde comerás pão sem escassez e nada te faltará; uma terra cujas pedras são ferro, e dos seus montes cavarás cobre. 10Quando comeres e te fartares, louvarás ao SENHOR, teu Deus, pela boa terra que Ele te deu. 11Cuida para não te esqueceres do Senhor, teu Deus, desconsiderando os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos que hoje te ordeno. 12Para que, depois de teres comido e estares farto, e de edificares boas casas e habitares nelas, 13E, quando teus gados e rebanhos se multiplicarem, e tua prata e ouro se aumentarem, e tudo o que tu possuis prosperar, 14Não permitas que teu coração se encha de orgulho e se esqueça do Senhor, teu Deus, que te libertou da terra do Egito, da casa da servidão; 15Que te guiou por aquele grande e terrível deserto, onde havia serpentes abrasadoras, escorpiões, e grande secura, em que não havia água; e fez jorrar água da pederneira para ti; 16Que te sustentou no deserto com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar e te provar a fim de te fazer o bem. 17Não digas em teu coração: A minha força e o poder do meu braço me trouxeram estas riquezas. 18Mas te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é Ele quem te dá a força para adquirires riquezas, para confirmar a aliança que, sob juramento, prometeu a teus pais, como se vê hoje. 19Se, de qualquer forma, vós vos esquecerdes do Senhor, vosso Deus, e andardes após outros deuses, servindo-os e vos prostrando diante deles, hoje eu protesto contra vós que certamente perecereis. 20Assim como as nações que o Senhor destruiu de diante de vós, assim perecereis; porquanto não quisestes obedecer à voz do Senhor, vosso Deus.
Leitura 2 de 4 · Em família
Salmo 90
1Senhor, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração. 2Antes que os montes nascessem, e que formasses a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. 3Tu reduzes o homem ao pó e dizes: "Tornai-vos, filhos dos homens." 4Porque mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite. 5Tu os arrastas como uma corrente de águas; são como um sono, são como a relva que floresce de manhã. 6De madrugada floresce e viceja; à tarde corta-se e seca. 7Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos conturbados. 8Diante de ti puseste as nossas iniquidades, e à luz do teu rosto os nossos pecados ocultos. 9Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um suspiro. 10Os dias da nossa vida chegam a setenta anos; e, se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta, o seu melhor é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos. 11Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? 12Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. 13Volta-te, Senhor; até quando? E arrepende-te dos teus servos. 14Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que nos regozijemos e nos alegremos todos os nossos dias. 15Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste e pelos anos em que suportamos a adversidade. 16Apareçam as tuas obras aos teus servos, e a tua glória sobre os filhos deles. 17Que a graça do Senhor, nosso Deus, esteja sobre nós; confirma em nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.
Leitura 3 de 4 · Pessoal
Isaías 36
1No décimo quarto ano do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, subiu contra todas as cidades fortificadas de Judá e as tomou. 2Então, o rei da Assíria enviou Rabsaqué, de Laquis a Jerusalém, ao rei Ezequias, com grande exército; parou ele na extremidade do aqueduto do açude superior, junto ao caminho do campo do lavadeiro. 3Então, saíram ao encontro dele Eliakim, filho de Hilquias, o mordomo, Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista. 4E Rabsaqué lhes disse: Dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa em que te firmas? 5Bem sei que dizes: ‘Temos conselho e poder para a guerra’; mas são apenas palavras de lábios. Em quem, pois, confias, para que te rebeles contra mim? 6Eis que você confia nesse bastão de cana quebrada, que é o Egito; se alguém nele se apoiar atravessará sua mão e a ferirá. Assim é Faraó, rei do Egito, para todos os que nele confiam. 7Se, porém, me disseres: Confiamos no SENHOR, nosso Deus; não é este aquele cujos altos e altares Ezequias removeu, dizendo a Judá e a Jerusalém: Diante deste altar adorareis? 8Agora, empenha-te com meu senhor, o rei da Assíria, e eu te darei dois mil cavalos, se tu conseguires encontrar cavaleiros para montá-los. 9Como, então, se tu não podes afugentar um único dos menores oficiais do meu senhor, confias no Egito por causa de seus carros e cavaleiros? 10Acaso, subi eu agora sem o Senhor contra esta terra para a destruir? Pois o Senhor mesmo me disse: 'Sobe contra esta terra e destrói-a.' 11Então, Eliakim, Sebna e Joá disseram a Rabsaqué: Pedimos que fales aos teus servos em aramaico, pois compreendemos e não nos fales em hebraico aos ouvidos do povo que está sobre o muro 12Porém, Rabsaqué respondeu: Será que meu senhor me enviou apenas ao teu senhor e a ti para proferir essas palavras? Não foi antes aos homens que estão assentados sobre o muro para que consumam o seu próprio excremento e bebam a sua própria urina? 13Então, Rabsaqué se levantou e gritou em alta voz em hebraico, dizendo: Ouçam as palavras do sumo rei, o rei da Assíria. 14Assim diz o rei: Não permitam que Ezequias os engane, pois ele não poderá salvá-los. 15Nem Ezequias vos engane, dizendo: O Senhor certamente nos livrará, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria. 16Não ouçais a Ezequias; pois assim diz o rei da Assíria: Fazei as pazes comigo e vinde a mim; e coma cada um da sua própria videira e da sua própria figueira, e beba cada um da água da sua cisterna; 17Até que eu chegue e os leve para uma terra como a vossa: uma terra de cereal e de vinho, uma terra de pão e de vinhedos 18Não deixeis que Ezequias vos engane, dizendo: O Senhor nos livrará. Acaso, os deuses das nações conseguiram livrar cada um a sua terra das mãos do rei da Assíria? 19Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Acaso, livraram eles a Samaria das minhas mãos? 20Quais são, entre todos os deuses destas terras, os que livraram sua terra das minhas mãos, para que o Senhor livre Jerusalém das minhas mãos? 21Entretanto, eles se calaram e não lhe responderam palavra alguma, pois o rei havia ordenado que não lhe respondessem 22Então, Eliakim, filho de Hilquias, o mordomo, Sebna, o escriba, e Joá, filho de Asafe, o cronista, rasgaram suas vestes e foram até Ezequias, informando-lhe as palavras de Rabsaqué.
Leitura 4 de 4 · Pessoal
Apocalipse 6
1E, quando o Cordeiro abriu um dos selos, olhei e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, com uma voz forte como um trovão: "Vem!" 2E olhei, e vi um cavalo branco; e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e saiu vencendo e para vencer. 3E, ao abrir o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo: Vem, e vê. 4E saiu outro cavalo, vermelho; ao seu cavaleiro foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe entregue uma grande espada. 5E, ao abrir o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: "Vem!" Então, olhei, e eis que apareceu um cavalo preto; e o seu cavaleiro tinha uma balança na mão. 6E ouvi uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Uma medida de trigo por um denário; e três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho. 7E, ao abrir o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem, e vê. 8E olhei, e eis que vi um cavalo amarelo; o que estava montado sobre ele se chamava Morte; e o Inferno o seguia. E foi-lhes dada autoridade sobre um quarto da terra, à espada, pela fome, com a mortandade e pelas feras da terra. 9E, ao abrir o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e pelo testemunho que sustentavam. 10E clamavam em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, Santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? 11E a cada um deles foram dadas vestiduras brancas, e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco, até que se completasse o número de seus conservos e irmãos que estavam para ser mortos como eles. 12E, ao abrir o sexto selo, observei, e eis que ocorreu um grande terremoto; o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua ficou inteira como sangue. 13E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como a figueira, quando abalada por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes. 14E o céu se retraiu como um pergaminho que se enrola; então, todos os montes e ilhas foram removidos de seus lugares. 15E os reis da terra, os grandes, os ricos, os comandantes, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas. 16E diziam aos montes e às rochas: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro; 17Porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem pode se sustentar?
O plano M'Cheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.
Em família
Deuteronômio 8 · Salmo 90
Pessoais
Isaías 36 · Apocalipse 6