Leitura 1 de 4 · Em família
Deuteronômio 9
1Ouve, ó Israel, hoje passarás o Jordão, para entrar a possuir nações maiores e mais fortes do que tu; cidades grandes, e muradas até aos céus; 2Um povo grande e alto, filhos de gigantes, que tu conheces, e de que já ouvistes: Quem pararia diante dos filhos dos gigantes? 3Sabe pois hoje que o SENHOR teu Deus, que passa diante de ti, é um fogo que consome, que os destruirá, e os derrubará de diante de ti: e tu os lançarás fora, e cedo os desfarás, como o SENHOR te tem dito. 4Quando pois o SENHOR teu Deus os lançar fora de diante de ti, não fales no teu coração, dizendo: Por causa da minha justiça é que o SENHOR me trouxe a esta terra para a possuir: porque pela impiedade destas nações é que o SENHOR as lança fora, diante de ti. 5Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela impiedade destas nações o SENHOR teu Deus as lança fora, de diante de ti; e para confirmar a palavra que o SENHOR teu Deus jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó. 6Sabe pois que não é por causa da tua justiça que o SENHOR teu Deus te dá esta boa terra para possuí-la, pois tu és povo obstinado. 7Lembra-te, e não te esqueças, de que muito provocaste a ira ao SENHOR teu Deus no deserto; desde o dia em que saístes do Egito, até que chegastes a esse lugar, rebeldes fostes contra o SENHOR; 8Pois em Horebe tanto provocastes à ira o SENHOR, que se acendeu contra vós para vos destruir. 9Subindo eu ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas do concerto que o SENHOR fizera convosco, então fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e água não bebi; 10E o SENHOR me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e nelas tinha escrito conforme a todas aquelas palavras que o SENHOR tinha falado convosco no monte, do meio do fogo, no dia da congregação. 11Sucedeu pois que ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, o SENHOR me deu as duas tábuas de pedra, as tábuas do concerto. 12E o SENHOR me disse: Levanta-te, desce depressa daqui, porque o teu povo, que tiraste do Egito, já se tem corrompido: cedo se desviaram do caminho que eu lhes tinha ordenado: imagem de fundição para si fizeram. 13Falou-me mais o SENHOR, dizendo: Atentei para este povo, e eis que ele é povo obstinado: 14Deixa-me que os destrua, e apague o seu nome de debaixo dos céus: e te faça a ti nação mais poderosa e mais numerosa do que esta. 15Então virei-me, e desci do monte; e o monte ardia em fogo e as duas tábuas do concerto estavam em ambas as minhas mãos. 16E olhei, e eis que havíeis pecado contra o SENHOR vosso Deus; vós tínheis feito um bezerro de fundição: cedo vos desviastes do caminho que o SENHOR vos ordenara. 17Então peguei das duas tábuas, e as arrojei de ambas as minhas mãos, e as quebrei aos vossos olhos. 18E me lancei perante o SENHOR; como dantes, quarenta dias e quarenta noites não comi pão e não bebi água, por causa de todo o vosso pecado que havíeis pecado, fazendo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira. 19Porque temi por causa da ira e do furor, com que o SENHOR tanto estava irado contra vós, para vos destruir: porém ainda por esta vez o SENHOR me ouviu. 20Também o SENHOR se irou muito contra Arão para o destruir; mas também orei por Arão ao mesmo tempo. 21Porém eu tomei o vosso pecado, o bezerro que tínheis feito, e o queimei a fogo, e o pisei, moendo-o bem, até que se desfez em pó: e o seu pó lancei no ribeiro que descia do monte. 22Também em Taberá, e em Massá, e em Quibrote-Hataavá provocastes muito a ira do SENHOR. 23Quando também o SENHOR vos enviou desde Cades-Barneia, dizendo: Subi, e possuí a terra, que vos tenho dado: rebeldes fostes ao mandado do SENHOR vosso Deus, e não o crestes, e não obedecestes à sua voz. 24Rebeldes fostes contra o SENHOR desde o dia em que vos conheci. 25E prostrei-me perante o SENHOR aqueles quarenta dias e quarenta noites em que estava prostrado; porquanto o SENHOR dissera que vos queria destruir. 26E eu orei ao SENHOR, dizendo: Senhor DEUS, não destruas o teu povo e a tua herança, que resgataste com a tua grandeza, que tiraste do Egito com mão forte. 27Lembra-te dos teus servos, Abraão, Isaque, e Jacó: não atentes para a dureza deste povo, nem para a sua impiedade, nem para o seu pecado: 28Para que o povo da terra de onde nos tiraste não diga: Porquanto o SENHOR os não pode introduzir na terra de que lhes tinha falado, e porque os aborrecia, os tirou para os matar no deserto: 29Todavia são eles o teu povo e a tua herança, que tu tiraste com a tua grande força e com o teu braço estendido.
Leitura 2 de 4 · Em família
Salmo 91
1Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. 2Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei. 3Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. 4Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás: a sua verdade será o teu escudo e rodela. 5Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, 6Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia. 7Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti. 8Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios. 9Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio: no Altíssimo fizeste a tua habitação. 10Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. 11Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito para te guardarem em todos os teus caminhos. 12Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra. 13Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e o dragão. 14Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome. 15Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei. 16Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.
Leitura 3 de 4 · Pessoal
Isaías 37
1E aconteceu que, tendo-o ouvido o rei Ezequias, rasgou os seus vestidos, e se cobriu de saco, e entrou na casa do SENHOR. 2Então enviou a Eliaquim, o mordomo, e a Sebna, o escrivão, e aos anciãos dos sacerdotes, cobertos de sacos, a Isaías, filho de Amós, o profeta. 3E disseram-lhe: Assim diz Ezequias: Este dia é dia de angústia e de vituperação, e de blasfêmias; porque chegados são os filhos ao parto, e força não há para parir. 4Porventura o SENHOR teu Deus ouvirá as palavras de Rabsaqué, a quem enviou o seu senhor, o rei da Assíria, para afrontar o Deus vivo, e para vituperá-lo com as palavras que o SENHOR teu Deus tem ouvido: faze oração pelo resto que ainda se acha. 5E os servos do rei Ezequias vieram a Isaías. 6E Isaías lhes disse: Assim direis a vosso senhor: Assim diz o SENHOR: Não temas à vista das palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram. 7Eis que meterei nele um espírito, e ele ouvirá um arruído, e voltará para a sua terra; e fá-lo-ei cair morto à espada na sua terra. 8Voltou pois Rabsaqué, e achou ao rei da Assíria pelejando contra Libna; porque ouvira que já se havia retirado de Laquis. 9E, ouvindo ele dizer que Tiraca, rei da Etiópia, tinha saído para lhe fazer guerra, assim como o ouviu, tornou a enviar mensageiros a Ezequias, dizendo: 10Assim falareis a Ezequias, rei de Judá, dizendo: Não te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalém não será entregue na mão do rei da Assíria. 11Eis que já tens ouvido o que fizeram os reis da Assíria a todas as terras, destruindo-as totalmente: e escaparias tu? 12Porventura as livraram os deuses das nações às quais meus pais destruíram, como a Gozã, e a Harã, e a Rezefe, e aos filhos de Éden, que estavam em Telassar? 13Onde está o rei de Hamate, e o rei de Arpade, e o rei da cidade de Sefarvaim, Hena e Iva? 14Recebendo pois Ezequias as cartas das mãos dos mensageiros, e lendo-as, subiu à casa do SENHOR e Ezequias as estendeu perante o SENHOR. 15E orou Ezequias ao SENHOR, dizendo: 16Ó SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel, que habitas entre os querubins; tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra. 17Inclina, ó SENHOR, o teu ouvido, e ouve: abre, SENHOR, os teus olhos, e olha; e ouve todas as palavras de Senaqueribe, o qual enviou para afrontar o Deus vivo. 18Verdade é, SENHOR, que os reis da Assíria assolaram todas as terras, com as suas comarcas, 19E lançaram no fogo os seus deuses; porque deuses não eram, senão obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram. 20Agora pois, ó SENHOR nosso Deus, livra-nos da sua mão; e assim saberão todos os reinos da terra, que só tu és o SENHOR. 21Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Quanto ao que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, 22Esta é a palavra que o SENHOR falou dele: A virgem, a filha de Sião, te despreza, de ti zomba; a filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti. 23A quem afrontaste e blasfemaste? e contra quem alçaste a voz, e ergueste os teus olhos ao alto? Contra o Santo de Israel. 24Por meio de teus servos afrontaste o Senhor, e disseste: Com a multidão dos meus carros subi eu aos cumes dos montes, aos lados do Líbano; e cortarei os seus altos cedros e as suas faias escolhidas, e entrarei na altura do seu cume, ao bosque do seu campo fértil. 25Eu cavei, e bebi as águas; e com as plantas de meus pés sequei todos os rios do Egito. 26Porventura não ouviste que já muito dantes eu fiz isto, e já desde os dias antigos o formei? agora porém o fiz vir, para que tu fosses o que destruísses as cidades fortes, e as reduzisses a montões assolados. 27Por isso os seus moradores, com as mãos caídas, andaram atemorizados e envergonhados: eram como a erva do campo, e a hortaliça verde, e o feno dos telhados, e o trigo queimado antes da seara. 28Porém eu sei o teu assentar, e o teu sair, e o teu entrar, e o teu furor contra mim. 29Por causa do teu furor contra mim, e porque o teu tumulto subiu até aos meus ouvidos, portanto porei o meu anzol no seu nariz e o meu freio nos teus beiços, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste. 30E isto te seja por sinal, que este ano se comerá o que de si mesmo nascer, e no segundo ano o que daí proceder: porém no terceiro ano semeai e segai, e plantai vinhas, e comei os frutos delas. 31Porque o que escapou da casa de Judá, e ficou de resto, tornará a lançar raízes para baixo, e dará fruto para cima. 32Porque de Jerusalém sairá o restante, e do monte de Sião o que escapou: o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto. 33Pelo que assim diz o SENHOR acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela frecha alguma: tão pouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela tranqueira alguma. 34Pelo caminho por onde vier, por esse voltará; porém nesta cidade não entrará, diz o SENHOR. 35Porque eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi. 36Então saiu o anjo do SENHOR, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que tudo eram corpos mortos. 37Assim Senaqueribe, rei da Assíria, se retirou, e se foi, e voltou, e se ficou em Nínive. 38E sucedeu que, estando ele prostrado na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Sarezer, seus filhos, o feriram à espada; porém eles se escaparam para a terra de Ararate, e Esar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar.
Leitura 4 de 4 · Pessoal
Apocalipse 7
1E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, que retinham os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. 2E vi outro anjo subir da banda do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, 3Dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus. 4E ouvi o número dos assinalados, e foram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel. 5Da tribo de Judá, doze mil assinalados: da tribo de Rúben, doze mil assinalados: da tribo de Gade, doze mil assinalados: 6Da tribo de Aser, doze mil assinalados: da tribo de Naftali, doze mil assinalados: da tribo de Manassés, doze mil assinalados: 7Da tribo de Simeão, doze mil assinalados: da tribo de Levi, doze mil assinalados: da tribo de Issacar, doze mil assinalados: 8Da tribo de Zebulom, doze mil assinalados: da tribo de José, doze mil assinalados: da tribo de Benjamim, doze mil assinalados. 9Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos: 10E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. 11E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, 12Dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém. 13E um dos anciãos respondeu, dizendo-me: Estes que estão vestidos de vestidos brancos, quem são, e de onde vieram? 14E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro; 15Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra. 16Não mais terão fome, nem mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles. 17Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes vivas das águas; e Deus alimpará de seus olhos toda a lágrima.
O plano McCheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.
Nunca fez culto em família? Veja como fazer em 15 minutos.
Em família
Deuteronômio 9 · Salmo 91
Pessoais
Isaías 37 · Apocalipse 7