Leitura 1 de 4 · Em família

Deuteronômio 2

1Depois viramo-nos, e caminhamos ao deserto, caminho do Mar Vermelho, como o SENHOR me tinha dito, e muitos dias rodeamos a montanha de Seir. 2Então o SENHOR me falou, dizendo: 3Assaz tendes rodeado esta montanha: virai-vos para o norte. 4E dá ordem ao povo, dizendo: Passareis pelos termos de vossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir: e eles terão medo de vós; porém guardai-vos bem, 5Não vos entremetais com eles, porque vos não darei da sua terra nem ainda a pisada da planta de um pé: porquanto a Esaú tenho dado a montanha de Seir por herança. 6Comprareis deles, por dinheiro, comida para comerdes: e também água para beber deles comprareis por dinheiro. 7Pois o SENHOR teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto: estes quarenta anos o SENHOR teu Deus esteve contigo, coisa nenhuma te faltou. 8Passando pois de nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, desde o caminho da planície de Elate e de Eziom-Geber, nos viramos e passamos o caminho do deserto de Moabe. 9Então o SENHOR me disse: Não molestes a Moabe, e não contendas com eles em peleja, porque te não darei herança da sua terra; porquanto tenho dado a Ar aos filhos de Ló por herança. 10(Os emeus dantes habitaram nela: um povo grande e numeroso, e alto como os gigantes; 11Também estes foram contados por gigantes como os anaquins: e os moabitas os chamavam emeus. 12Dantes os horeus também habitaram em Seir: porém os filhos de Esaú os lançaram fora, e os destruíram de diante de si, e habitaram no seu lugar, assim como Israel fez à terra da sua herança, que o SENHOR lhes tinha dado. 13Levantai-vos agora, e passai o ribeiro de Zerede: assim passamos o ribeiro de Zerede. 14E os dias que caminhamos, desde Cades-Barneia até que passamos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o SENHOR lhes jurara. 15Assim também foi contra eles a mão do SENHOR, para os destruir do meio do arraial até os haver consumido. 16E sucedeu que, sendo já consumidos todos os homens de guerra, pela morte, do meio do arraial. 17O SENHOR me falou, dizendo: 18Hoje passarás a Ar, pelos termos de Moabe; 19E te chegarás até defronte dos filhos de Amom: não os molestes, e com eles não contendas: porque da terra dos filhos de Amom te não darei herança, porquanto aos filhos de Ló a tenho dado por herança. 20(Também esta foi contada por terra de gigantes; dantes nela habitavam gigantes, e os amonitas os chamavam zanzumeus: 21Um povo grande, e numeroso, e alto, como os gigantes: e o SENHOR os destruiu de diante de si, e eles os lançaram fora, e habitaram no seu lugar; 22Assim como fez com os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, de diante dos quais destruiu os horeus, e eles os lançaram fora, e habitaram no seu lugar até este dia; 23Também os caftoreus, que saíram de Caftor, destruíram os aveus, que habitavam em Cazerim até Gaza, e habitaram no seu lugar). 24Levantai-vos, parti e passai o ribeiro de Arnom; eis aqui na tua mão tenho dado a Seom, amorreu, rei de Hesbom, e a sua terra; começa a possuí-la, e contende com eles em peleja. 25Neste dia começarei a pôr um terror e um temor de ti diante dos povos que estão debaixo de todo o céu: os que ouvirem a tua fama tremerão diante de ti e se angustiarão. 26Então mandei mensageiros desde o deserto de Quedemote a Seom, rei de Hesbom, com palavras de paz, dizendo: 27Deixa-me passar pela tua terra: somente pela estrada irei; não me desviarei para a direita nem para a esquerda. 28A comida que eu coma vender-ma-ás por dinheiro, e dar-me-ás por dinheiro a água que beba: tão somente deixa-me passar a pé; 29Como fizeram comigo os filhos de Esaú, que habitam em Seir, e os moabitas que habitam em Ar: até que eu passe o Jordão, à terra que o SENHOR nosso Deus nos há de dar. 30Mas Seom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por si, porquanto o SENHOR teu Deus endurecera o seu espírito, e fizera obstinado o seu coração, por to dar na tua mão, como neste dia se vê. 31E o SENHOR me disse: Eis aqui, tenho começado a dar-te Seom, e a sua terra diante de ti: começa pois a possuí-la, para que herdes a sua terra. 32E Seom saiu-nos ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja, a Jaza: 33E o SENHOR nosso Deus no-lo deu diante de nós, e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo. 34E naquele tempo tomamos todas as suas cidades, e destruímos todas as cidades, homens, e mulheres e crianças: não deixamos a ninguém. 35Somente tomamos em presa o gado para nós, e o despojo das cidades que tínhamos tomado. 36Desde Aroer, que está à borda do ribeiro de Arnom, e a cidade que está junto ao ribeiro, até Gileade, nenhuma cidade houve que de nós escapasse: tudo isto o SENHOR nosso Deus nos entregou diante de nós. 37Somente à terra dos filhos de Amom não chegaste: nem a toda a borda do ribeiro de Jaboque, nem às cidades da montanha, nem a coisa alguma que nos proibira o SENHOR nosso Deus.
Leitura 2 de 4 · Em família

Salmo 81-82 (cap. 81)

1Exultai a Deus, nossa fortaleza: jubilai ao Deus de Jacó. 2Tomai o saltério, e trazei o adufe, a harpa suave e o alaúde. 3Tocai a trombeta na lua nova, no tempo apontado da nossa solenidade. 4Porque isto era um estatuto para Israel, e uma ordenança do Deus de Jacó. 5Ordenou-o em José por testemunho, quando saíra pela terra do Egito, onde ouvi uma língua que não entendia. 6Tirei de seus ombros a carga; as suas mãos foram livres das marmitas. 7Clamaste na angústia, e te livrei; respondi-te no lugar oculto dos trovões; provei-te nas águas de Meribá (Selá). 8Ouve-me, povo meu, e eu te atestarei: ah, Israel, se me ouvisses! 9Não haverá entre ti Deus alheio nem te prostrarás ante um Deus estranho. 10Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito: abre bem a tua boca, e ta encherei. 11Mas o meu povo não quis ouvir a minha voz, e Israel não me quis. 12Pelo que eu os entreguei aos desejos dos seus próprios corações, e andaram nos seus mesmos conselhos. 13Oh! se o meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos! 14Em breve abateria os seus inimigos, e viraria a minha mão contra os seus adversários. 15Os que aborrecem ao SENHOR ter-se-lhe-iam sujeitado, e o seu tempo seria eterno. 16E o sustentaria com o trigo mais fino, e te fartaria com o mel saído da pedra.
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Salmo 81-82 (cap. 82)

1Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses. 2Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? (Selá). 3Fazei justiça ao pobre e ao órfão: justificai o aflito e necessitado. 4Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. 5Eles não conhecem, nem entendem; andam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam. 6Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo. 7Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes. 8Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações.
Leitura 3 de 4 · Pessoal

Isaías 30

1Ai dos filhos que se rebelam, diz o SENHOR, que tomaram conselho, mas não de mim; e que se cobriram com cobertura, mas não que venha do meu espírito; para assim acrescentarem pecado sobre pecado. 2Que vão descer ao Egito, e não perguntam à minha boca; para se fortificarem com a força de Faraó, e para confiarem na sombra do Egito. 3Porque a força de Faraó se vos tornará em vergonha, e a confiança na sombra do Egito em confusão. 4Havendo estado os seus príncipes em Zoã, e havendo chegado os seus embaixadores a Hanes, 5Então todos se envergonharão de um povo que de nada lhes aproveitará nem de ajuda, nem de proveito, antes de vergonha, e até de opróbrio, lhes servirá. 6Peso das bestas do sul. Para a terra de aflição e de angústia (de onde vem a leoa e o leão, o basilisco, e o áspide ardente voador) levarão às costas de jumentinhos as suas fazendas, e sobre as corcovas de camelos os seus tesouros, a um povo que de nada lhes aproveitará. 7Porque o Egito os ajudará em vão, e por demais: pelo que clamei acerca disto: No estarem quietos será a sua força. 8Vai pois agora, escreve isto numa tábua perante eles, e aponta-o num livro; para que fique firme até ao dia último, para sempre e perpetuamente. 9Porque um povo rebelde é este, são filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do SENHOR. 10Que dizem aos videntes: Não vejais; e aos que atentam: Não atenteis para nós no que é reto: dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganadoras lisonjas. 11Desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda: fazei que cesse o Santo de Israel de vir perante nós. 12Pelo que assim diz o Santo de Israel: Porquanto rejeitais esta palavra, e confiais na opressão e perversidade, e sobre isso vos estribais, 13Por isso esta maldade vos será como a parede fendida, que vai caindo e já forma barriga desde o mais alto muro, cuja queda virá subitamente num momento. 14E os quebrará como quebram o vaso do oleiro, e, quebrando-os, não se compadecerá deles: nem ainda um se achará entre os seus pedaços para tomar fogo do lar, ou tirar água da poça. 15Porque assim diz o Senhor Jeová, o Santo de Israel: Tornando-vos e descansando, ficaríeis livres, e no sossego e na confiança estaria a vossa força, porém não quisestes. 16E dizeis: Não; antes sobre cavalos fugiremos; mas por isso mesmo fugireis; e, Sobre cavalos ligeiros cavalgaremos; por isso os vossos perseguidores também serão ligeiros. 17Mil homens fugirão ao grito de um, e ao grito de cinco todos vós fugireis, até que sejais deixados como o mastro no cume do monte, e como a bandeira no outeiro. 18Por isso pois o SENHOR esperará, para ter misericórdia de vós; e por isso será exalçado, para se compadecer de vós, porque o SENHOR é um Deus de equidade: bem-aventurados todos os que o esperam. 19Porque o povo em Sião habitará, em Jerusalém: não chorarás de nenhuma sorte; certamente se compadecerá de ti, à voz do teu clamor, e, ouvindo-a, te responderá. 20Bem vos dará o Senhor, pão de angústia e água de aperto, mas os teus doutores nunca mais fugirão de ti, como voando com asas; antes os teus olhos verão a todos os teus mestres. 21E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda. 22E terás por contaminadas as coberturas das tuas esculturas de prata, e a coberta das tuas esculturas fundidas de ouro; e as lançarás fora como um pano imundo, e dirás a cada uma delas: Fora daqui. 23Então te dará chuva sobre a tua semente, com que semeares a terra, como também pão da novidade da terra; e esta será fértil e cheia: naquele dia também o teu gado pastará em lugares largos de pasto. 24E os bois e os jumentinhos que lavram a terra, comerão grão puro, que for padejado com a pá, e cirandado com a ciranda. 25E haverá em todo o monte alto, e em todo o outeiro levantado, ribeiros e correntes de águas, no dia da grande matança, quando caírem as torres. 26E será a luz da lua como a luz do sol, e a luz do sol sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em que o SENHOR soldar a quebradura do seu povo, e curar a chaga da sua ferida. 27Eis que o nome do SENHOR vem de longe, a sua ira está ardendo, e a carga é pesada: os seus lábios estão cheios de indignação, e a sua língua como um fogo consumidor. 28E o seu assopro como o ribeiro trasbordando, que chega até ao pescoço: para sacudir as nações com sacudidura de vaidade, e como um freio de fazer errar nas queixadas dos povos. 29Um cântico haverá entre vós, como na noite em que se santifica a festa; e alegria de coração, como aquele que anda com gaita, para vir ao monte do SENHOR, à Rocha de Israel. 30E o SENHOR fará ouvir a glória da sua voz, e fará ver o abaixamento do seu braço, com indignação de ira, e labareda de fogo consumidor, raios e dilúvio e pedra de saraiva. 31Porque com a voz do SENHOR será desfeita em pedaços Assíria, que feriu com a vara. 32E será, em todas as partes por onde passar o bordão afincado, que, sobre aquele que o SENHOR o puser, ali estarão com tamboris e harpas; porque com combates de agitação combaterá contra eles. 33Porque já Tofete está preparada desde ontem, e já está preparada para o rei, já a afundou e alargou: a sua facha é de fogo, e tem muita lenha; o assopro do SENHOR como a torrente de enxofre a acenderá.
Leitura 4 de 4 · Pessoal

Judas

1Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados pelo Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo: 2Misericórdia, e paz, e caridade vos sejam multiplicadas. 3Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi entregue aos santos. 4Porque se introduziram alguns, que já dantes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo. 5Porém quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram; 6E aos anjos que não guardaram a sua origem, mas deixaram a sua própria habitação, reservou debaixo da escuridão, e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; 7Como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo fornicado como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. 8E contudo também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades. 9Porém o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; porém disse: O Senhor te repreenda. 10Porém estes dizem mal do que não sabem; e o que naturalmente conhecem, como animais irracionais, nisso se corrompem. 11Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do galardão de Balaão, e pereceram pela contradição de Coré. 12Estes são manchas em vossas festas de caridade, banqueteando convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor: são nuvens sem água, levadas dos ventos de uma a outra parte: são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarreigadas; 13Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações: estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a escuridão das trevas. 14E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; 15Para fazer juízo contra todos e castigar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que os ímpios pecadores disseram contra ele. 16Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca fala coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do proveito. 17Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo: 18Como vos diziam que no último tempo haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. 19Estes são os que se separam a si mesmos, sensuais, que não têm o Espírito. 20Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, 21Conservai-vos a vós mesmos na caridade de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. 22E apiedai-vos de alguns que estão duvidosos; 23Mas salvai os outros por temor, e arrebatai-os do fogo, aborrecendo até a roupa manchada da carne. 24Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, 25Ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, agora, e para todo o sempre. Amém.

O plano McCheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.

Nunca fez culto em família? Veja como fazer em 15 minutos.

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