Leitura 1 de 4 · Em família
2 Samuel 14
1Conhecendo pois Joabe, filho de Zeruia, que o coração do rei era inclinado para Absalão, 2Enviou Joabe a Tecoa, e tomou de lá uma mulher sábia, e disse-lhe: Ora finge que estás de nojo; veste vestidos de nojo, e não te unjas com óleo, e sejas como uma mulher que há já muitos dias está de nojo por algum morto. 3E entra ao rei, e fala-lhe conforme a esta palavra. E Joabe lhe pôs as palavras na boca. 4E a mulher tecoíta falou ao rei, e, deitando-se com o rosto em terra, se prostrou e disse: Salva-me, ó rei. 5E disse-lhe o rei: Que tens? E disse ela: Na verdade que sou uma mulher viúva, e morreu meu marido. 6Tinha pois a tua serva dois filhos, e ambos estes brigaram no campo, e não houve quem os apartasse: assim um feriu ao outro, e o matou. 7E eis que toda a linhagem se levantou contra a tua serva, e disseram: Dá-nos aquele que feriu a seu irmão, para que o matemos, por causa da vida de seu irmão, a quem matou, e para que destruamos também ao herdeiro. Assim apagarão a brasa que me ficou, de sorte que não deixam a meu marido nome, nem resto sobre a terra. 8E disse o rei à mulher: Vai para tua casa: e eu mandarei ordem acerca de ti. 9E disse a mulher tecoíta ao rei: A injustiça, rei meu senhor, venha sobre mim e sobre a casa de meu pai: e o rei e o seu trono fique inculpável. 10E disse o rei: Quem falar contra ti, traze-mo a mim: e nunca mais te tocará. 11E disse ela: Ora lembre-se o rei do SENHOR seu Deus, para que os vingadores do sangue se não multipliquem a deitar-nos a perder, e não destruam a meu filho. Então disse ele: Vive o SENHOR, que não há de cair no chão nem um dos cabelos de teu filho. 12Então disse a mulher: Peço-te que a tua serva fale uma palavra ao rei meu senhor. E disse ele: Fala. 13E disse a mulher: Por que pois pensaste tu uma tal coisa contra o povo de Deus? Porque, falando o rei tal palavra, fica como culpado; visto que o rei não torna a trazer o seu desterrado. 14Porque certamente morreremos, e seremos como águas derramadas na terra, que não se ajuntam mais: Deus pois lhe não tirará a vida, mas ideará pensamentos, para que se não desterre dele o seu desterrado. 15E que eu agora vim falar esta palavra ao rei, meu senhor, é porque o povo me atemorizou: dizia pois a tua serva: Falarei pois ao rei; porventura fará o rei segundo a palavra da sua serva. 16Porque o rei ouvirá, para livrar a sua serva da mão do homem que intenta destruir juntamente a mim e a meu filho da herança de Deus. 17Dizia mais a tua serva: Seja agora a palavra do rei meu senhor para descanso: porque como um anjo de Deus, assim é o rei, meu senhor, para ouvir o bem e o mal; e o SENHOR teu Deus será contigo. 18Então respondeu o rei, e disse à mulher: Peço-te que não me encubras o que eu te perguntar. E disse a mulher: Ora fale o rei, meu senhor. 19E disse o rei: Não é verdade que a mão de Joabe anda contigo em tudo isto? E respondeu a mulher, e disse: Vive a tua alma, ó rei meu senhor, que ninguém se poderá desviar, nem para a direita nem para a esquerda, de tudo quanto o rei, meu senhor, tem dito; porque Joabe, teu servo, é quem me deu ordem, e foi ele que pôs na boca da tua serva todas estas palavras: 20Que eu virasse a forma deste negócio, Joabe, teu servo, fez isto: porém sábio é meu senhor, conforme à sabedoria de um anjo de Deus, para entender tudo o que há na terra. 21Então o rei disse a Joabe: Eis que fiz isto: vai pois, e torna a trazer o mancebo Absalão. 22Então Joabe se prostrou sobre o seu rosto em terra, e se inclinou, e o agradeceu ao rei; e disse Joabe: Hoje conheceu o teu servo que achei graça aos teus olhos, ó rei meu senhor, porque o rei fez segundo a palavra do teu servo. 23Levantou-se pois Joabe, e foi a Gesur, e trouxe Absalão a Jerusalém. 24E disse o rei: Torne para a sua casa, e não veja a minha face. Tornou pois Absalão para sua casa, e não viu a face do rei. 25Não havia porém em todo o Israel homem tão belo e tão aprazível como Absalão, desde a planta do pé até à cabeça não havia nele defeito algum. 26E, quando tosquiava a sua cabeça (e sucedia que no fim de cada ano a tosquiava, porquanto muito lhe pesava, e por isso a tosquiava), pesava o cabelo da sua cabeça duzentos siclos, segundo o peso real. 27Também nasceram a Absalão três filhos e uma filha, cujo nome era Tamar; e esta era mulher formosa à vista. 28Assim ficou Absalão dois anos inteiros em Jerusalém, e não viu a face do rei. 29Mandou pois Absalão chamar a Joabe, para o enviar ao rei; porém não quis vir a ele: e enviou ainda segunda vez, e, contudo, não quis vir. 30Então disse aos seus servos: Vedes ali o pedaço de campo de Joabe pegado ao meu, e tem cevada nele; ide, e ponde-lhe fogo. E os servos de Absalão puseram fogo ao pedaço de campo. 31Então Joabe se levantou, e veio a Absalão, em casa, e disse-lhe: Por que puseram os teus servos fogo ao pedaço de campo que é meu? 32E disse Absalão a Joabe: Eis que enviei a ti, dizendo: Vem cá, para que te envie ao rei, a dizer-lhe: Para que vim de Gesur? Melhor me fora estar ainda lá. Agora, pois, veja eu a face do rei; e, se há ainda em mim alguma culpa, que me mate. 33Então entrou Joabe ao rei, e assim lho disse. Então chamou a Absalão, e ele entrou ao rei, e se inclinou sobre o seu rosto em terra diante do rei: e o rei beijou a Absalão.
Leitura 2 de 4 · Em família
2 Coríntios 7
1Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus. 2Recebei-nos; a ninguém agravamos, a ninguém corrompemos, de ninguém buscamos o nosso proveito. 3Não digo isto para vossa condenação; pois já dantes tinha dito que estais em nossos corações para juntamente morrer e viver. 4Grande é a ousadia da minha fala para convosco, e grande a minha jactância a respeito de vós; estou cheio de consolação: superabundo de gozo em todas as nossas tribulações. 5Porque, ainda quando chegamos à Macedônia, a nossa carne não teve repouso algum; antes em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro. 6Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda de Tito. 7E não somente com a sua vinda, senão também pela consolação com que foi consolado de vós, contando-nos as vossas saudades, o vosso choro, o vosso zelo por mim, de maneira que muito me regozijei. 8Porque, ainda que vos contristei com a carta, não me arrependo, embora me arrependesse por ver que aquela carta vos contristou, ainda que por pouco tempo. 9Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para o arrependimento; porque fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma. 10Porque a tristeza segundo Deus obra arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo obra a morte. 11Porque, quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós, que segundo Deus fostes contristados! que apologia, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vingança! em tudo mostrastes estar puros neste negócio. 12Portanto, ainda que vos escrevi, não foi por causa do que fez o agravo, nem por causa do que sofreu o agravo, mas para que a nossa diligência por vós fosse manifesta diante de Deus. 13Por isso fomos consolados pela vossa consolação, e muito mais nos alegramos pela alegria de Tito, porque o seu espírito foi recreado por vós todos. 14Porque, se nalguma coisa me gloriei de vós para com ele, não fiquei envergonhado; antes, como vos dissemos tudo com verdade, assim também a nossa glória para com Tito se achou verdadeira. 15E o seu entranhável afeto para convosco é mais abundante, lembrando-se da obediência de vós todos, e de como o recebestes com temor e tremor. 16Regozijo-me de em tudo poder confiar em vós.
Leitura 3 de 4 · Pessoal
Ezequiel 21
1E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 2Filho do homem, dirige o teu rosto contra Jerusalém, e derrama as tuas palavras contra os santuários, e profetiza contra a terra de Israel. 3E dize à terra de Israel: Assim diz o SENHOR: Eis me aqui contra ti, e tirarei a minha espada da sua bainha, e exterminarei do meio de ti o justo e o ímpio. 4E, porquanto hei de exterminar do meio de ti o justo e o ímpio, por isso sairá a minha espada da sua bainha contra toda a carne, desde o sul até ao norte. 5E saberá toda a carne que eu, o SENHOR, tirei a minha espada da sua bainha: nunca mais voltará a ela. 6Tu, porém, ó filho do homem, suspira; suspira aos olhos deles, com quebrantamento dos lombos e com amargura. 7E será que, quando eles te disserem: Por que suspiras tu? dirás: Pela fama, porque já vem; e todo o coração desmaiará, e todas as mãos se enfraquecerão, e todo o espírito se angustiará, e todos os joelhos se desfarão em águas; eis que já vem, e se fará, diz o Senhor Jeová. 8E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 9Filho do homem, profetiza, e dize: Assim diz o Senhor: dize: A espada, a espada está afiada, e também açacalada. 10Para matar com grande matança está afiada, para reduzir está açacalada: alegrar-nos-emos pois? a vara de meu filho é que despreza todo o madeiro. 11E a deu a açacalar, para usar dela com a mão: esta espada está afiada, e está açacalada, para a meter na mão do que está para matar. 12Grita e uiva, ó filho do homem, porque esta será contra o meu povo, será contra todos os príncipes de Israel: espantos terá o meu povo por causa da espada; portanto bate na coxa. 13Quando se fez a prova que havia então? porventura também não haveria vara desprezadora? diz o Senhor Jeová. 14Tu pois, ó filho do homem, profetiza, e bate com as mãos uma na outra; porque a espada até à terceira vez se dobrará: a espada é dos atravessados grandes, que entrará a eles até nas recâmaras. 15Para que desmaie o coração, e se multipliquem os tropeços, contra todas as suas portas pus a ponta da espada, a que foi feita para reduzir, e está reservada para matar! 16Ó espada, reúne-te, vira-te para a direita; prepara-te, vira-te para a esquerda, para onde quer que o teu rosto se dirigir. 17E também eu baterei com as minhas mãos uma na outra, e farei descansar a minha indignação: eu, o SENHOR, o falei. 18E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 19Tu pois, ó filho do homem, propõe dois caminhos, por onde venha a espada do rei de Babilônia: ambos procederão de uma mesma terra, e escolhe uma banda; no cimo do caminho da cidade o escolhe. 20Um caminho proporás, por onde virá a espada contra Rabá dos filhos de Amom, e contra Judá, em Jerusalém, a fortificada. 21Porque o rei de Babilônia parará na encruzilhada, no cimo dos dois caminhos, para usar de adivinhações: aguçará as suas frechas, consultará os terafins, atentará para o fígado. 22À sua direita estará a adivinhação sobre Jerusalém, para ordenar os aríetes, para abrir a boca à matança, para levantar a voz com júbilo, para pôr os aríetes contra as portas, para levantar uma tranqueira, para edificar um baluarte. 23Isto será aos olhos deles como adivinhação vã, porquanto foram ajuramentados com juramentos entre eles; porém ele se lembrará da maldade, para que sejam apanhados. 24Portanto assim diz o Senhor Jeová: Porquanto me fazeis lembrar da vossa maldade, descobrindo-se as vossas prevaricações, aparecendo os vossos pecados em todos os vossos tratos, porquanto viestes em memória, sereis apanhados na mão. 25E tu, ó profano e ímpio príncipe de Israel, cujo dia virá no campo da extrema maldade, 26Assim diz o Senhor Jeová: Tira para fora o diadema, e levanta de ti a coroa; esta não será a mesma; exalta ao humilde, e humilha ao soberbo. 27Ao revés, ao revés, ao revés porei aquela coroa, e ela mais não será, até que venha aquele a quem pertence de direito, e a ele a darei. 28E tu, ó filho do homem, profetiza, e dize: Assim diz o Senhor Jeová acerca dos filhos de Amom, e acerca do seu desprezo: dize pois: A espada, a espada está desembainhada, açacalada para a matança, para consumir, para reluzir; 29Entretanto que te veem vaidade, entretanto que te adivinham mentira, para te porem aos pescoços dos traspassados pelos ímpios, cujo dia virá no tempo da extrema maldade. 30Torna a tua espada à sua bainha: no lugar em que foste criado, na terra do teu nascimento, julgarei. 31E derramarei sobre ti a minha indignação, assoprarei contra ti o fogo do meu furor, entregar-te-ei nas mãos dos homens fogosos, inventores de destruição. 32Para o fogo servirás de pasto: o teu sangue será no meio da terra: não virás em memória; porque eu, o SENHOR, o falei.
Leitura 4 de 4 · Pessoal
Salmo 68
1Levante-se Deus, e sejam dissipados os seus inimigos; fugirão de diante dele os que o aborrecem. 2Como se impele o fumo assim tu os impeles; assim como a cera se derrete diante do fogo, assim pereçam os ímpios diante de Deus. 3Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria. 4Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai montado sobre os céus, pois o seu nome é Jah, e exultai diante dele. 5Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus, no seu lugar santo. 6Deus faz que o solitário viva em família: liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca. 7Ó Deus, quando saías diante do teu povo, quando caminhavas pelo deserto, (Selá). 8A terra se abalava, e os céus destilavam perante a face de Deus; até o próprio Sinai foi comovido na presença de Deus, do Deus de Israel. 9Tu, ó Deus, mandaste a chuva em abundância, confortaste a tua herança, quando estava cansada. 10Nela habitava o teu rebanho; tu, ó Deus, preparaste na tua bondade para o pobre. 11O Senhor deu a palavra: grande era o exército dos que anunciavam as boas novas. 12Reis de exércitos fugiram à pressa; e aquela que ficava em casa repartia os despojos. 13Ainda que vos tenhais deitado entre panelas, contudo sereis como as asas de uma pomba, cobertas de prata, e as suas penas de ouro amarelo. 14Quando o Onipotente ali espalhou os reis, ela ficou alva como a neve em Salmom. 15O monte de Deus é como o monte de Basã, um monte elevado como o monte de Basã. 16Por que saltais, ó montes elevados? este é o monte que Deus desejou para a sua habitação, e o SENHOR habitará nele eternamente. 17Os carros de Deus são vinte milhares, milhares de milhares. O Senhor está entre eles, como em Sinai, no lugar santo. 18Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o Senhor Deus habitasse entre eles. 19Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos carrega de benefícios: o Deus que é a nossa salvação (Selá), 20Aquele que é o nosso Deus é o Deus da salvação; e a Jeová, o Senhor, pertencem as saídas da morte. 21Mas Deus ferirá gravemente a cabeça de seus inimigos e o crânio cabeludo do que anda em suas culpas. 22Disse o Senhor: Eu os farei voltar de Basã, farei voltar o meu povo das profundezas do mar. 23Para que o teu pé mergulhe no sangue de teus inimigos, e no mesmo a língua dos teus cães. 24Ó Deus, eles têm visto os teus caminhos; os caminhos do meu Deus, meu Rei, no santuário. 25Os cantores iam adiante, os tocadores de instrumentos atrás; entre eles as donzelas tocando adufes. 26Celebrai a Deus nas congregações; ao SENHOR, desde a fonte de Israel. 27Ali está o pequeno Benjamim, que domina sobre eles, os príncipes de Judá com o seu ajuntamento, os príncipes de Zebulom e os príncipes de Naftali. 28O teu Deus ordenou a tua força: fortalece, ó Deus, o que já obraste para nós. 29Por amor do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes. 30Repreende asperamente as feras das canas, a multidão dos touros, com os novilhos dos povos, até que cada um se submeta com pedaços de prata; dissipa os povos que desejam a guerra. 31Embaixadores reais virão do Egito; a Etiópia cedo estenderá para Deus as suas mãos. 32Reinos da terra, cantai a Deus, cantai louvores ao Senhor (Selá), 33Àquele que vai montado sobre os céus dos céus, que existiam desde a antiguidade; eis que envia a sua voz, dá um brado veemente. 34Dai a Deus fortaleza: a sua excelência está sobre Israel e a sua fortaleza nas mais altas nuvens. 35Ó Deus, tu és tremendo desde os teus santuários: o Deus de Israel é o que dá fortaleza e poder ao seu povo. Bendito seja Deus!
O plano McCheyne organiza o dia em duas trilhas: as primeiras leituras para o culto em família e as demais para a devoção pessoal.
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Pessoais
Ezequiel 21 · Salmo 68